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Segurança Caxias do Sul, RS

Mortes no trânsito caem 32% nas rodovias sob concessão na Serra

A Caminhos da Serra Gaúcha divulgou o balanço dos 271 quilômetros que administra entre o Vale do Caí e a Serra e credita o recuo a obras, sinalização e campanhas.

Por Hub News Caxias do Sul

2 min de leitura

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Os acidentes com vítimas fatais nas estradas sob concessão da Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) recuaram 32% nos oito primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo intervalo de 2025. O balanço, divulgado pela própria concessionária, cobre os 271 quilômetros que ela administra entre o Vale do Caí e a Serra, e foi publicado pela Leouve e pela Rádio Caxias.

A empresa liga o resultado a um conjunto de frentes que inclui obras nas pistas, conservação, acompanhamento das ocorrências e campanhas de educação no trânsito.

O que mudou nas pistas

Uma dessas frentes é o Programa de Redução de Acidentes, comitê interno que se reúne todo mês para examinar os registros de cada trecho, levantar as causas prováveis e definir o que fazer para diminuir o risco.

Das decisões saíram novas defensas metálicas, sinalização reforçada e remendos no asfalto. Na RSC-453, a concessionária implantou a marcação amarela que impede a parada sobre o cruzamento, conhecida como Yellow Box, no quilômetro 119.

Desde o início do ano foram 744 quilômetros de pavimento recuperado e mais de 20 mil metros de intervenções na drenagem, segundo a CSG. No intervalo de doze meses, a empresa diz ter instalado barreiras de concreto, defensas metálicas e guarda-corpos que somam mais de 9,3 mil metros. Foram ainda 5,8 mil placas e 43 mil tachas refletivas.

Campanha mira álcool ao volante

Na frente educativa, a concessionária mantém com a ABUR, a Associação Brasileira de Usuários de Rodovias, uma ação de conscientização chamada Caminhos Seguros, agora na terceira edição. Ela fala a caminhoneiros, motoristas, ciclistas, pedestres e a quem mora perto das estradas, e neste ano concentra a mensagem no risco de dirigir depois de beber.

Em declaração reproduzida pela Leouve, o presidente da ABUR, Gerri Machado, afirmou que o projeto quer criar uma cultura de comportamento seguro e alertar que a mistura entre bebida e volante ainda está por trás de muitos dos sinistros registrados nas estradas.

Já o diretor-presidente da concessionária, Ricardo Peres, ponderou que nenhuma medida isolada dá conta do problema: "Não existe segurança viária baseada em uma única ação", disse, ao defender que conservação, obras e sinalização caminhem junto com a conscientização de quem dirige.

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