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Economia Caxias do Sul, RS

Frio sem constância tira fatia das vendas de inverno, avalia sindicato do vestuário

Presidente do Fitemavest estima que um quarto da temporada foi perdido pelas oscilações de temperatura e que a produção de peças de inverno pode terminar até 20% abaixo de 2025.

Por Hub News Caxias do Sul

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Imagem ilustrativa: Visão detalhada de vários suéteres de lã tricotados em cores neutras e suaves, destacando textura e calor.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Karolina Ostrzolek via Pexels

O comércio de roupas de inverno na Serra Gaúcha terminou a temporada com resultado parecido ao de 2025, mas deixou dinheiro na mesa por causa do tempo. Em entrevista à Rádio Caxias, Rogério Bridi, presidente do Fitemavest — o sindicato que reúne as indústrias de fiação, tecelagem, malharias, vestuário, calçados e acessórios da região —, calculou que cerca de 25% do período de vendas foi prejudicado porque as temperaturas baixas não se mantiveram.

Bridi descreveu à emissora como isso funciona no balcão: quando o frio dá trégua, o cliente para de procurar casacos e malhas, e o movimento não se recupera na mesma medida quando a temperatura cai de novo. O resultado são lojistas liquidando o que sobrou, o que por sua vez diminui as encomendas feitas à indústria.

Fábricas produziram menos

Do lado de quem fabrica, a estimativa inicial do dirigente é de uma produção de itens de inverno até 20% menor que a do ano passado. Ele ressalvou que o número ainda pode ser revisto nas próximas semanas, quando as empresas fecharem seus levantamentos.

Para a primavera, que começa em 22 de setembro, Bridi disse esperar um desempenho semelhante ao da mesma estação em 2025. Ele citou, porém, a previsão de chuva frequente até o fim de outubro como algo que pode voltar a mexer com o consumo.

Dívidas, eleição e compras on-line

O presidente do sindicato apontou ainda outros fatores de preocupação. Segundo ele, o consumidor está mais endividado e gastando menos, e o período eleitoral deixa compradores e empresários mais cautelosos.

Bridi também mencionou a revogação da chamada “taxa das blusinhas”. Na avaliação dele, a mudança tende a favorecer as plataformas de comércio eletrônico, sobretudo na venda de produtos importados, e a tirar clientes das lojas físicas da região.

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