Diretrizes orçamentárias de 2027 preveem déficit nas contas de Caxias do Sul
Projeto da LDO em análise na Câmara de Vereadores estima receita de R$ 4,568 bilhões e saldo negativo de R$ 309,6 milhões; a votação em plenário tem de ocorrer até 15 de outubro.
A Prefeitura de Caxias do Sul projeta um déficit fiscal de R$ 309.695.764,92 para 2027. A previsão consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano, o PL 265/2026, detalhado na terça-feira (15/09) pela diretora de Orçamento do Executivo, Caline Della Valle, aos vereadores da Comissão de Desenvolvimento Econômico, numa audiência pública na Câmara.
Também estiveram presentes Micael Meurer, que comanda a pasta de Gestão Estratégica, Finanças e Receita Municipal, e o adjunto Francis Cerutti Venturin.
A LDO não fixa valores definitivos: ela traça as orientações que vão guiar a Lei Orçamentária Anual (LOA), onde o dinheiro é de fato repartido. Para 2027, o Executivo trabalha com um orçamento estimado em R$ 4.568.000.722,16.
O cenário usado nas contas
De acordo com a apresentação, a projeção levou em conta estes parâmetros:
- crescimento de 1,70% do PIB brasileiro;
- inflação (IPCA) de 4,02%;
- Selic de 11,25% ao ano;
- dólar a R$ 5,25;
- cerca de R$ 2,79 bilhões em receita corrente líquida.
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Como o total se divide
O valor previsto foi distribuído em cinco dimensões ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A social é a maior, somando R$ 1.844.832.094,10. Na sequência vêm a governamental, que reúne R$ 1.696.308.740,85; a estrutural, que soma R$ 495.096.863,41; a ambiental, que fica com R$ 469.337.084,57; e a econômica, que tem R$ 62.425.939,23.
Na divisão por órgão, R$ 3.049.251.219,20 cabem à administração direta do Executivo. O Ipam, instituto de previdência dos servidores, tem R$ 795.839.132,19 na área previdenciária e R$ 187.891.616,18 no plano de saúde. O Samae, responsável por água e esgoto, fica com R$ 359.858.000,00; a Fundação de Assistência Social (FAS) recebe R$ 108.504.803,16; e ao Legislativo são destinados R$ 66.655.951,43.
Próximos passos
A comissão, presidida pelo vereador Elisandro Fiuza (Republicanos) e integrada por Pedro Rodrigues (PL), Marisol Santos (PSDB), Calebe Garbin (PP) e Cláudio Libardi (PCdoB), ainda vai elaborar um parecer técnico sobre o projeto. Depois disso, o texto segue ao plenário, que precisa votá-lo até 15 de outubro.
Com a LDO aprovada, o Executivo tem até 31 de outubro para mandar à Câmara o projeto da LOA. Para que o orçamento passe a valer em 1º de janeiro de 2027, os vereadores precisam aprová-lo até 15 de dezembro.
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