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Obras e infraestrutura São Paulo

Estado prevê R$ 34,9 milhões para desassorear Tamanduateí e Córrego Oratório no ABC

Limpeza de rio e córrego em Santo André e Mauá tem investimento escalonado previsto para o 1º trimestre de 2027; SP Águas afirma que os piscinões seguraram as chuvas desta semana.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Balsa com escavadeiras e areia, trabalhando em um rio sob um céu claro.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Boris Hamer via Pexels

O governo do Estado de São Paulo prevê investir R$ 34,9 milhões na remoção de sedimentos de dois cursos d'água do Grande ABC, o Rio Tamanduateí e o Córrego Oratório, para reduzir o risco de enchentes. Os recursos devem ser aplicados de forma escalonada no primeiro trimestre de 2027, segundo informações da SP Águas publicadas pelo Diário do Grande ABC.

A SP Águas é a agência estadual de águas, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Segundo a autarquia, intervenções como essas são rotineiras e ocorrem em todo o território paulista.

O que será feito

A maior parte do dinheiro, R$ 30,3 milhões, vai para o Tamanduateí. O plano é limpar cerca de 4,9 km da calha do rio em Santo André, ao longo da Avenida dos Estados, entre as avenidas da Paz e André Ramalho. A previsão é retirar 120 mil m³ de sedimentos em 12 meses.

O Córrego Oratório, que nasce na Vila Nova Mauá, em Mauá, perto do Rodoanel, terá R$ 4,6 milhões, também com prazo de 12 meses. O serviço será dividido em quatro trechos prioritários. Um deles vai da foz no Tamanduateí, onde se encontram os limites de Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo, até a Rua Aurora, no Jardim Ana Maria, em Santo André, junto à Fazenda da Juta, já na capital. Só nesse trecho devem sair 8.385 m³ de material.

Gasto anterior sem confirmação

Em novembro de 2025, a Semil havia estimado em R$ 46,2 milhões o empenho para limpeza e desassoreamento de córregos na região entre 2024 e o fim do primeiro trimestre deste ano. O Diário do Grande ABC perguntou à secretaria e à SP Águas se esse valor foi aplicado por completo e não obteve resposta.

Piscinões durante as chuvas

A agência atribui à manutenção e à operação dos piscinões a capacidade da região de absorver o grande volume de água das chuvas fortes dos últimos dias. A limpeza desses reservatórios é contínua em 27 unidades na Grande São Paulo, 19 delas no ABC, com retirada de lixo e sedimentos, roçada e revisão de bombas e comportas.

Dos 32 piscinões monitorados, só três passaram por um momento de atenção no pico da chuva, às 20h30 de segunda-feira (14). Em São Bernardo do Campo, foi o reservatório conhecido como RC-9 Ford; em Diadema, o RC-3, junto à Mercedes-Benz; e em Mauá, o RT-3, da Petrobras. Ainda segundo a SP Águas, o Piscinão Jaboticabal, apontado como o maior da América Latina, seguia até a noite de terça-feira (15) com toda a capacidade de armazenamento, de 900.000 m³, disponível.

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