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Zona Sul soma estragos do temporal e Pelotas ainda define seu decreto

Rio Grande decretou situação de emergência e São Lourenço do Sul, calamidade pública; sem energia e com telefonia instável, as prefeituras da região contam os danos à mão.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: PublicDomainPictures via Pixabay

Um dia depois dos temporais que varreram a Zona Sul com ventos acima de 90 quilômetros por hora, as prefeituras da região seguem atendendo famílias e medindo prejuízos. Pelotas ainda não definiu como vai classificar o decreto que prepara, segundo o A Hora do Sul: se como situação de emergência ou como calamidade pública.

A escolha muda o tamanho do socorro. A emergência vale para o município que ainda consegue agir, mas depende de ajuda de fora para reparar estragos e devolver os serviços essenciais; a calamidade é para quando o desastre compromete seriamente a capacidade de resposta da administração. Nos dois casos, o decreto destrava recursos e ações de pronto auxílio às pessoas atingidas. Boa parte dos municípios da Zona Sul já tinha emergência homologada por causa dos temporais de agosto.

Como decidiram os vizinhos

Rio Grande ficou com a situação de emergência. São Lourenço do Sul foi além e decretou calamidade pública ainda na segunda-feira — o terceiro decreto do município em menos de dois meses. A avaliação do poder público lourenciano é de que a cidade foi cortada por um ciclone, na área urbana e na rural. Ficaram sem telhado a rodoviária, a Escola Municipal Marina Vargas e o centro público de atendimento a crianças com autismo, e no interior há galpões no chão e uma ponte com a estrutura comprometida, detalhou o prefeito Zelmute Marten (PT) ao A Hora do Sul. "O orçamento público municipal não consegue mais suportar a quantidade de vezes que nós precisamos arrumar ruas", afirmou.

Os números que já se tem

Em Cerrito, a conta preliminar chegou a cerca de 200 imóveis atingidos, quase 200 deles destelhados, e perto de 50 postes derrubados; mais de mil moradores foram afetados de alguma forma. Sem previsão de energia em parte do interior, a prefeitura negocia com a 8ª Brigada de Infantaria Motorizada uma operação com caminhão-pipa ou cisterna para abastecer as comunidades. Pedro Osório somava 51 residências danificadas, número que ainda pode crescer, e a Santa Casa de Misericórdia mantém o pronto atendimento com geradores.

São José do Norte foi atingido na madrugada de segunda-feira (21) por mais de 100 milímetros de chuva e rajadas de 120 quilômetros por hora. O levantamento da prefeitura aponta 40 casas destruídas e outras 700 danificadas; duas pessoas ficaram feridas e 250 estão desalojadas. A distribuição já soma 700 telhas, 3,6 mil metros quadrados em lonas e mais de 80 galões de cinco litros de água.

Sem sinal para pedir socorro

A telefonia móvel oscila na região desde o desastre, e é por isso que o levantamento dos danos segue parcial e feito à mão. Em Rio Grande, onde cerca de 30 mil consumidores continuavam sem luz, caem junto o telefone e o acesso às redes — quem precisa de ajuda pode não conseguir falar com a prefeitura nem com a Defesa Civil. A saída foi inverter o caminho: as equipes municipais vão aos bairros mais castigados procurar as famílias, anotar os pedidos — telhas, por exemplo — e explicar que serviços existem, com cada caso avaliado depois pelo corpo técnico. A força-tarefa reúne também outras pastas, entre elas a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

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