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Perícia identifica fenol em roupa usada por piloto que morreu em Ponta Grossa

O exame aponta queimaduras químicas e morte por asfixia; a Polícia Civil diz que um instrutor jogou o líquido sobre o rapaz de 27 anos durante festejo do primeiro voo solo, em julho.

Por Hub News Ponta Grossa

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Vista traseira de uma pequena aeronave estacionada na pista de um aeroporto com hangares ao fundo
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Manuel Campagnoli via Pexels

O líquido despejado sobre o piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, na comemoração do primeiro voo que fez sozinho, continha fenol — substância tóxica e corrosiva, que a pele e as vias respiratórias absorvem depressa. É o que concluiu a Polícia Científica ao analisar as peças que ele vestia, segundo a CBN Ponta Grossa. O laudo registra que a roupa estava encharcada do produto.

Gustavo morreu em 16 de julho, depois de participar do ritual conhecido como "banho de óleo" numa escola de aviação da cidade. A necropsia apontou asfixia mecânica como causa da morte: as vias aéreas incharam a ponto de fechar a passagem do ar. Os peritos descreveram ainda queimaduras de origem química no rosto, no abdômen e nas coxas, lesões que o exame considera compatíveis com o contato com aquele produto.

Um ponto, porém, a perícia não fechou. O material retirado das roupas trazia o fenol diluído em água; já o líquido de uma garrafa apreendida tinha, além dele, uma mistura de hidrocarbonetos típica de derivados de petróleo. Os peritos escrevem que não é possível dizer de onde vem essa diferença, nem afirmar se houve adulteração ou contaminação acidental — para isso precisariam de uma amostra padrão entregue pelo fabricante.

O que a polícia apura

Pela versão da Polícia Civil, foi um instrutor da escola quem atirou o líquido sobre o piloto. Terminada a cerimônia, Gustavo passou mal, teve falta de ar, convulsionou e sofreu três paradas cardiorrespiratórias.

O instrutor acabou preso em flagrante por homicídio culposo, modalidade em que não se atribui ao acusado a intenção de matar. Ele foi liberado depois de pagar R$ 3 mil de fiança e segue respondendo ao inquérito. A apuração continua aberta para descobrir de onde saiu o fenol que encharcou a roupa e por que a garrafa recolhida tinha composição distinta.

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