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Educação Ponta Grossa, PR

Câmara aprova teto para o peso da mochila de alunos em Ponta Grossa

O texto aprovado nesta quarta-feira fixa o limite em 5% do peso corporal para estudantes de até 10 anos e em 10% para os mais velhos, e manda a escola guardar o que sobrar.

Por Hub News Ponta Grossa

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Imagem ilustrativa: Estudante com mochila escolar ao lado
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: WOKANDAPIX via Pixabay

Aluno de Ponta Grossa não vai poder carregar qualquer peso nas costas. A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira (23) uma regra que amarra o material levado todo dia ao peso da própria criança, valendo nas escolas públicas e particulares do município.

O corte é por idade. Até os 10 anos, o estudante não pode levar mais que 5% do próprio peso corporal; passando dessa idade, o teto sobe para 10%. A exigência alcança a educação infantil e o ensino fundamental.

O que estourar esse limite fica na escola. Segundo o texto aprovado, a instituição precisa oferecer um lugar de guarda — estante, armário ou compartimento reservado, de uso individual ou comum. Onde a guarda for coletiva, a escola tem de indicar alguém do quadro para destrancá-la quando as aulas começam e trancá-la ao fim do turno.

O que muda na rotina escolar

A regra não para na mochila. Ela pede que as escolas organizem o planejamento das aulas de modo a reduzir o que o estudante carrega, pedindo apenas o que for indispensável naquele dia de aula.

Cabe às instituições, ainda, explicar o problema a quem convive com ele. Pelo projeto, alunos, pais e profissionais da educação devem ser orientados sobre o que carregar peso além da conta provoca e sobre como evitar isso, por comunicado, reunião, cartaz ou outro meio que a escola julgar adequado.

Como a nova regra será cobrada é o que ainda falta definir. O texto abre à Prefeitura a possibilidade de regulamentá-la, em especial no que diz respeito ao acompanhamento, à fiscalização e à orientação dentro da rede municipal de ensino.

A proposta tramitou como Projeto de Lei nº 297/2026. O autor é o vereador Dr. Erick, do PV. Na justificativa, ele afirma que a intenção é "proteger a saúde, a integridade física e o desenvolvimento dos estudantes".

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