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Política Maringá, PR

Luiz Neto afirma que representação contra Giselli Bianchini não pede cassação

Vereador de Maringá diz que o pedido à Comissão de Ética trata de postagens que o acusaram de violência política de gênero, e não das falas da colega na tribuna da Câmara.

Por Hub News Maringá

3 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Sala de sessões vazia, com microfones de mesa e bancadas de madeira.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Werner Pfennig via Pexels

O vereador Luiz Neto, de Maringá, divulgou na noite de quarta-feira (16) uma nota em que detalha o alcance da representação que apresentou à Comissão de Ética da Câmara Municipal contra a vereadora Giselli Bianchini (PL). Segundo o blog Angelo Rigon, que reproduziu o conteúdo, a manifestação veio depois de comentários feitos no Jornal da Manhã, da Jovem Pan Maringá, sobre o pedido.

No texto, Neto sustenta que não questiona o que a vereadora disse ao discursar em plenário, que ele reconhece estar protegido pela imunidade parlamentar. O alvo da representação, afirma, são postagens feitas depois nas redes sociais, que usaram a imagem dele e lhe atribuíram violência política de gênero — acusação que ele considera grave e diz não corresponder ao seu comportamento. O vereador declara buscar o esclarecimento do caso, e não a perda do mandato da colega.

Fora da Câmara, ainda de acordo com a nota, o advogado Bruno Brandão conduz medidas nas áreas cível e criminal sobre vídeos, postagens e comentários publicados na internet.

Três pedidos diferentes

Neto também pede que sua representação não seja misturada a outros dois pedidos protocolados na Câmara envolvendo a mesma vereadora. Um partiu do sindicato dos servidores e se refere às declarações de Giselli sobre denúncias na área da Educação. O outro foi apresentado pelo jornalista Gilmar Ferreira e diz respeito a um episódio ocorrido depois de uma sessão plenária. Para o vereador, os três casos têm autores, fatos e fundamentos próprios e precisam ser avaliados separadamente.

Ele afirma nunca ter tido desavença pessoal com Giselli e diz que a convivência entre os dois era respeitosa até os episódios recentes. Neto se colocou à disposição da emissora e de outros veículos para novas explicações.

Denúncia em CMEI chegou à tribuna

A discussão sobre as falas da vereadora a respeito da Educação também ocupou a tribuna. Conforme o blog Angelo Rigon, o vereador Sidnei Telles (Podemos), que integra o Conselho Municipal de Educação, cobrou dos colegas cuidado ao tratar de denúncias de agressão a crianças em centros municipais de educação infantil. Telles relatou ter ido pessoalmente à unidade citada depois de ouvir o discurso de Giselli.

O vereador apontou dois riscos. O primeiro é generalizar as acusações, o que expõe professores, servidores, pais e alunos. O segundo é atribuir os problemas à ausência do modelo cívico-militar em CMEIs, que atendem crianças de até 5 anos — relação que, para ele, dependeria de pesquisas e laudos técnicos. Segundo Telles, a profissional mencionada na denúncia foi afastada de imediato, e o caso deve ser investigado com rigor mesmo com crianças dizendo não ter sido agredidas.

Telles pediu que todos os envolvidos sejam ouvidos sem a presença de candidatos e convidou a vereadora Akemi Nishimori e Luiz Neto a acompanhar a apuração com ele. O sindicato da categoria, de acordo com o vereador, já enviou ofício cobrando respostas.

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