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Saúde Londrina, PR

Família busca R$ 139 mil para operar bebê com síndrome de Chiari em Londrina

Pedro, de 1 ano e 5 meses, perdeu força nas pernas depois de uma febre de 12 dias; a operação está marcada para 23 de setembro e a família, de Santo Inácio, arrecada com rifa e vaquinha.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Corredor de hospital moderno com camas médicas vazias e ambiente estéril.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: adrian vieriu via Pexels

Há uma data e um valor no caminho de Pedro Naufal Salloum, de 1 ano e 5 meses: a cirurgia está agendada para 23 de setembro, em Londrina, e custa R$ 139.200. O dinheiro ainda não foi reunido. O menino tem síndrome de Chiari tipo 1, uma malformação em que parte do cerebelo avança sobre o canal da medula e pressiona o tecido nervoso.

Os pais vieram de Santo Inácio, a 117 quilômetros da cidade, e aguardam a data hospedados na casa de uma amiga. A mãe, Bruna Fernanda Naufal de Souza, tem 29 anos e trabalha como diarista. Ao TEM Londrina, ela contou que o estado do filho piorou enquanto o casal tentava, por meio ano, descobrir o que ele tinha: houve internações e exames pela rede pública em Maringá, sem que viesse uma explicação.

Como o diagnóstico apareceu

A resposta acabou vindo de fora do sistema de saúde. Bruna começou a garimpar por conta própria informações sobre os sintomas, e as redes sociais passaram a lhe mostrar vídeos de um neurocirurgião pediátrico de Londrina que tratava daquela condição. Foi o que a levou a marcar uma consulta particular, paga com o que rendeu uma rifa feita na cidade onde a família mora.

O atendimento ocorreu em 13 de agosto, e o laudo saiu no mesmo dia. Para a família, a alteração já estava visível na primeira ressonância magnética, feita no início da investigação.

O que o menino tem hoje

A perda de movimentos veio depois de uma febre que durou 12 dias. Pedro não se mantém sentado sem apoio, não fica de pé, engasga com a saliva e teve a deglutição comprometida. Somou-se a isso uma escoliose que curvou a coluna em S e prejudicou o equilíbrio. Para conter o avanço dos efeitos, ele passa por sessões frequentes de fisioterapia e de fonoaudiologia.

Quem acompanha o caso é o neurocirurgião pediátrico Alexandre Canheu, que integrou o Consenso Nacional Brasileiro de Chiari 1, de 2019. Em entrevista ao TEM Londrina, ele disse que o quadro costuma vir acompanhado de alterações na formação da base do crânio e que o menino exibe vários sinais de compressão, entre eles as dificuldades de engolir e de se equilibrar.

A arrecadação

A meta continua distante. A família mantém uma vaquinha na internet, vende pizzas e levou o caso a emissoras de TV para ampliar a divulgação. A chave PIX usada nas doações está no nome da mãe.

Pedro é gêmeo. O irmão, Thomas, se desenvolve normalmente, e a comparação diária é o que pesa: ao TEM Londrina, Bruna descreveu como é duro ver um dos meninos ficar de pé e o outro tentar sem conseguir.

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