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Cultura Londrina, PR

Vencedor do Jabuti, Ademir Assunção participa de roda de conversa no Londrix

Poeta homenageado do 21º Festival Literário de Londrina conversa com o público na sexta (18), às 20h, no Museu Histórico, e apresenta dois livros novos, um de poemas e outro de contos.

Por Hub News Londrina

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Imagem ilustrativa: Museu Histórico de Londrina, Londrina-PR, Brasil
Foto: Marcos Guerra via Wikimedia Commons (Public domain)

O poeta Ademir Assunção, autor homenageado da 21ª edição do Londrix, o Festival Literário de Londrina, participa nesta sexta-feira (18), às 20h, da roda de conversa "Quando o Poema Vê o Mundo", no Museu Histórico de Londrina. A mediação é de Mauricio Arruda Mendonça. O festival ganha programação mais intensa a partir desta quinta (17) e vai até domingo (20).

No Londrix, Assunção também lança dois títulos: o livro "O Jogo de Xadrez e Outros Poemas", pela editora Cobalto, e a plaquete "Asas de Cera Entre os Escombros", pela Primitiva, que reúne dois contos.

Premiado com o Jabuti de poesia em 2013 por "A Voz do Ventríloquo", ele tem na bibliografia obras como "Zona Branca", "Risca Faca", "Pig Brother", "Faróis no Caos" e "Deus Salve a Rainha e Evite Engarrafamentos".

Um tabuleiro para ler o presente

Em entrevista à Folha de Londrina, o escritor contou que os novos poemas tentam entender o mal-estar do mundo de hoje, que ele descreve como um tempo de muita ansiedade e pouco repertório, em que o conforto material de uns convive com a fome, o medo e a violência vividos por outros. Na avaliação dele, esvaziar e falsificar as palavras ameaça a própria capacidade humana de pensar e de encontrar outros caminhos.

Os 13 poemas que abrem o livro formam o que o autor chama de "Fábula Escatológica", uma alegoria do poder construída com as peças do xadrez. Ao jornal, Assunção disse que os peões são os personagens de maior impacto, porque neles cabem figuras da sociedade atual: o miliciano que mata por encomenda, o policial atormentado pelas mortes que carrega e o tranca-rua que assiste à degradação do reino sem aliviar a situação de ninguém. Para ele, a pergunta que fica é se alguém sai vencedor dessa partida.

Os contos da plaquete, segundo o poeta, falam da memória apagada pela guerra. Entre bombardeios e ruínas, os dois protagonistas não sabem quem são nem como se chamam — personagens que ele aproxima dos de Samuel Beckett.

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Quando
18 de setembro de 2026, 20:00
Onde
Museu Histórico de Londrina
Organização
Londrix – Festival Literário de Londrina

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