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Obras e infraestrutura Irati, PR

Indústria cobra contorno em Irati e terceiras faixas na BR-153

Reunião da federação das indústrias em Irati elegeu a rodovia como prioridade da região e estimou três anos até um contorno pronto, contando projeto, desapropriações e obra.

Por Hub News Irati

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Imagem ilustrativa: Um grande caminhão-tanque trafega por uma rodovia em meio a uma paisagem campestre com vastos campos agrícolas.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Raphael Brasileiro via Pexels

A BR-153 saiu de um encontro de empresários em Irati como a prioridade de infraestrutura da região. A reunião do grupo 30+ Centro Sul, promovida pela federação das indústrias do Paraná na quinta-feira (24), fechou uma lista de pedidos para a rodovia: pista menos estreita, acostamento, terceiras faixas que permitam ultrapassar com segurança, sinalização refeita e desvios que tirem o tráfego pesado de dentro de Irati e de Imbituva.

O contorno é o item que mexe com o cotidiano da cidade, porque separa quem está de passagem de quem mora aqui. Em entrevista à Folha de Irati, o superintendente da federação, João Arthur Mohr, afirmou que nada anda sem antes existir o projeto básico de engenharia — e só o projeto do desvio de Irati pode custar mais de R$ 1 milhão. O encontro discutiu de onde viria esse dinheiro: do DNIT, do Estado, da União, ou de um rateio entre entidades da sociedade civil organizada.

A conta de tempo apresentada por Mohr é de cerca de 12 meses para o projeto e algo em torno de dois anos de obra. Com desapropriações e licenciamento ambiental somados, o contorno estaria pronto em aproximadamente três anos. Antes de tudo é preciso definir por onde a via passa, levando em conta relevo e nascentes, e o poder público precisa declarar a utilidade pública dos terrenos.

Outro pedido do grupo é a implantação dos 64 quilômetros que separam Imbituva do trevo do Alto do Amparo, hoje em parte sobre leito natural. Fechado esse vão, a região passaria a receber tráfego de caminhões vindo do sul em direção ao sudeste do país, pelo corredor da Transbrasiliana.

Ferrovia entra na conta

Com a concessão da Malha Sul perto do fim, a federação acompanha a reorganização do sistema ferroviário e defende um desenho que amplie o transporte de carga pela região. A hipótese levantada no encontro inclui um terminal de transbordo, capaz de passar carga do caminhão para o trem sem sair daqui — o que reduziria custo logístico e tiraria parte dos veículos pesados das estradas.

O grupo reunido em Irati é uma das células que a federação montou com as 30 maiores empresas de cada região, cada qual encarregada de levar um gargalo à pauta: enquanto esta tratou da rodovia, outra discute energia. A explicação é do coordenador da entidade para o sul do estado, Enesito Rupel, à Folha de Irati.

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