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Região de Guarapuava fecha julho com mais demissões do que contratações

Foram 4.146 admissões e 4.275 desligamentos nos 20 municípios acompanhados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, com serviços e comércio puxando as vagas abertas.

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Imagem ilustrativa: Dois trabalhadores rebocam a parede de um prédio em obra
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Lucas Pezeta / Pexels

Julho terminou com mais gente saindo do que entrando no mercado formal da região de Guarapuava. Foram 4.146 admissões contra 4.275 desligamentos, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Novo Caged.

O recorte reúne 20 municípios, entre eles Pitanga, Prudentópolis, Pinhão, Palmital, Turvo, Candói, Cantagalo e a própria Guarapuava, além de cidades menores como Foz do Jordão, Mato Rico e Goioxim.

Onde as vagas apareceram: os serviços responderam por 1.456 contratações, ou 35,12% do total. O comércio veio em seguida, com 1.270 admissões, 30,63%. A indústria abriu 777 vagas, 18,74%, e a construção, 395, 9,53%. A agropecuária ficou com 248 admissões, 5,98% do total.

O perfil de quem foi contratado também está no levantamento. Os homens ficaram com 57,45% das vagas e as mulheres, com 42,55%. O ensino médio completo apareceu em 64,25% das contratações, o nível de escolaridade mais frequente.

Por idade, a faixa de 18 a 24 anos concentrou 29,59% das admissões, a maior fatia, seguida pelo grupo de 30 a 39 anos, com 24,65%.

O quadro nacional foi diferente do regional. O país registrou 2.262.888 contratações e 2.204.320 desligamentos em julho, um saldo positivo de 58.568 vagas com carteira assinada.

Entre os grandes setores da economia brasileira, o comércio foi o único no vermelho, com 2.056 postos a menos. Os demais fecharam o mês assim:

  • serviços: 24.098 vagas a mais
  • indústria: 11.315
  • agropecuária: 12.523
  • construção: 12.691

No trabalho temporário, o Paraná teve 10.368 admissões no mês. No país, essa modalidade somou 90.039 contratações e 88.895 desligamentos, com saldo de 1.144 postos.

Gerente regional da Employer Recursos Humanos em Guarapuava, Jefer Caldas disse ao G+ Notícias que a contratação temporária serve para a empresa ajustar a equipe conforme a demanda, e lembrou que o segundo semestre concentra datas como o Dia das Crianças, a Black Friday e o fim de ano.

Quem entra por essa porta trabalha com carteira assinada. A lei de 1974 que rege a modalidade assegura férias proporcionais ao tempo trabalhado, 13º salário, folga semanal paga e as horas extras que forem feitas. Há ainda depósito de 8% do salário no FGTS, e o tempo conta para a aposentadoria.

O contrato temporário vale por até 180 dias e pode ser prorrogado por mais 90. A efetivação no emprego pode acontecer a qualquer momento desse período.

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