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Núcleo de Guarapuava participa de denúncia contra 333 investigados

A Operação Panóptico apura uma facção que age de dentro de presídios; dez núcleos regionais do Ministério Público do Paraná levaram 72 denúncias à Justiça, entre elas as do Gaeco de Guarapuava.

atualizado em 12/09, 05:02 2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Interior sombrio de um corredor de prisão com barras de metal, evocando uma sensação de confinamento.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Xiaoyi / Pexels

Conforme divulgou o portal G+ Notícias, o Ministério Público do Paraná apresentou à Justiça denúncias criminais contra 333 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura a atuação de uma organização criminosa de alcance nacional comandada de dentro do sistema prisional. O núcleo regional do Gaeco em Guarapuava está entre os dez que assinaram as peças.

São 72 denúncias ao todo. Elas saíram dos dez núcleos regionais do grupo especial: além de Guarapuava, os de Ponta Grossa, Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Umuarama, Paranaguá, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.

Duas acusações pesam sobre os investigados. Uma é a de integrar organização criminosa, conduta da Lei 12.850/2013. A outra é a de favorecimento ao domínio social estruturado, figura nova, criada pela Lei Antifacção — a de número 15.358, sancionada neste ano.

Ainda segundo o G+ Notícias, o Ministério Público informou que estão entre os denunciados integrantes da cúpula do grupo, incluindo um dos apontados como líderes máximos no Paraná, além de investigados que exerciam outras funções na estrutura da facção.

A operação começou em junho deste ano, com 304 ordens de prisão e 255 buscas cumpridas em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e no próprio Paraná. Boa parte do trabalho ocorreu dentro das cadeias, já que muitos dos alvos estavam presos: 176 das ordens de prisão e 92 das buscas foram executadas em unidades penais.

A apuração foi conduzida junto com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná e mobilizou cerca de mil policiais, divididos em 204 equipes, com participação das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.

Apresentada a denúncia, cabe ao Judiciário decidir se a recebe. Só a partir daí os investigados passam à condição de réus e começam a responder ao processo.

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