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Palhaçaria chega a 27 unidades do SUS de Curitiba e região

Balanço da Associação Nariz Solidário reúne 362 intervenções gratuitas em serviços de saúde; atividades também incluíram palestras em escolas e rodas de conversa.

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Imagem ilustrativa: Um palhaço vibrante se apresentando na rua cativa um público diverso.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Cleiton Silva / Pexels

Equipes de palhaçaria realizaram 362 intervenções gratuitas em serviços públicos de saúde de Curitiba, Campo Largo e Fazenda Rio Grande na terceira edição do projeto De Nariz para Nariz. Segundo o balanço da Associação Nariz Solidário, responsável pela iniciativa, foram atendidas 27 unidades do SUS.

O levantamento abrange atividades entre abril de 2025 e julho de 2026. A associação informa que quase 40 mil pessoas foram alcançadas, incluindo pacientes, acompanhantes e trabalhadores da saúde. As intervenções somaram 1.450 horas e tiveram a participação de 60 palhaços, entre voluntários e profissionais contratados.

Além das ações nas unidades, a edição teve uma frente de formação. Cinco palestras em escolas públicas reuniram 137 alunos e professores. Outros 108 participantes estiveram em seis rodas de conversa dedicadas à relação da palhaçaria com educação e saúde. Essas atividades integraram o trabalho voltado à continuidade da rede de voluntariado.

Criado durante a pandemia de Covid-19, o projeto surgiu diante do isolamento e da sobrecarga dos serviços de atendimento. Sua atuação passou a incluir visitas semanais a centros de atenção psicossocial, unidades de pronto atendimento e hospitais. Entre os locais atendidos estão o Hospital Infantil Waldemar Monastier e o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns.

Eduardo Roosevelt, fundador e diretor artístico da associação, relaciona a continuidade do projeto ao trabalho coletivo e à presença da arte no cuidado. A técnica de enfermagem Alboni Izabel, em depoimento divulgado na matéria do Bem Paraná, relata que crianças e mães aguardam as visitas e que as brincadeiras também mudam o cotidiano dos profissionais. O balanço registra a atuação em ambientes de saúde mental, urgência e emergência.

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