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Cemitério Luterano de Curitiba abre columbário com 236 nichos no domingo

A estrutura destinada a cinzas de pessoas cremadas terá concessão perpétua e visitação diária das 8h às 17h, no segundo cemitério mais antigo da capital, criado em 1857.

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Imagem ilustrativa: Nichos de cemitério banhados pela luz do sol, adornados com flores e velas em um ambiente ao ar livre tranquilo.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: SHOX ART / Pexels

O Cemitério Luterano de Curitiba passa a ter, a partir deste domingo (13), um columbário — a estrutura onde ficam guardadas as cinzas de pessoas cremadas. São 236 nichos, com concessão perpétua, e a visitação será diária, das 8h às 17h.

A obra responde a uma mudança de hábito das famílias. A cremação deixou de ser exceção, e quem escolhe esse caminho nem sempre tem onde deixar as cinzas de forma permanente. O columbário dá esse endereço fixo, dentro da área arborizada do cemitério, que segundo a administração foi levada em conta no projeto para não destoar do conjunto histórico.

Vera Maria Immich é a pastora responsável pelas despedidas realizadas ali, função que exerce desde 2009. Ao Bem Paraná, ela disse que a novidade acerta o cemitério com as práticas funerárias de hoje e dá às cinzas um destino respeitoso, servindo como lugar de lembrança para quem ficou.

O cemitério foi criado em 1857 e é o segundo mais antigo de Curitiba. Sua origem está ligada à disputa por liberdade religiosa no Paraná do século XIX: famílias protestantes enfrentavam dificuldade para sepultar seus mortos conforme a própria fé e passaram a manter um terreno próprio, que se tornou um dos marcos da imigração alemã na capital.

A administração continua voluntária e sem fins lucrativos. O terreno guarda jazigos centenários e arte tumular, e nele estão sepultados nomes que marcaram a história do estado — industriais, políticos, pastores, educadores e jornalistas. Embora tenha nascido da comunidade luterana alemã, o cemitério há muito recebe famílias de outras origens e de outras crenças.

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