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Obras e infraestrutura Curitiba, PR

BRT de Curitiba chega aos 52 anos com 80 km de canaletas exclusivas

O primeiro eixo, aberto em 22 de setembro de 1974 com 20 quilômetros, virou referência para cerca de 200 cidades; hoje as canaletas levam 65% dos passageiros do transporte coletivo.

Por Hub News Curitiba

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de ônibus vermelhos em uma estrada em Curitiba, Brasil.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Daniel Andraski via Pexels

O transporte coletivo em vias exclusivas de Curitiba chegou aos 52 anos em 22 de setembro. Foi nessa data, em 1974, na administração de Jaime Lerner, que entrou em operação o primeiro eixo Norte/Sul, com 20 quilômetros de pista reservada ao ônibus — o embrião do que o mundo passaria a chamar de BRT, sigla de Bus Rapid Transit.

A escolha era pouco usual para a época. Em vez de deixar o coletivo disputar a via com os automóveis, a cidade separou parte da estrutura viária para ele, o que permitiu transportar mais gente em menos tempo e com horário mais previsível.

Hoje a capital tem mais de 80 quilômetros de canaletas, por onde passam 65% dos passageiros do transporte coletivo, segundo levantamento publicado pelo Bem Paraná. Cerca de 200 cidades já adotaram soluções derivadas do desenho curitibano, que ficou associado à ideia de planejar o crescimento da cidade junto com as linhas de ônibus.

O que mudou em cinco décadas

Pouco do sistema de 1974 sobreviveu sem mudança. Vieram o embarque em nível, as estações-tubo, a cobrança da tarifa antes de o passageiro entrar no veículo, os ônibus articulados e, depois, os biarticulados, além de tecnologia aplicada ao controle da operação.

"O BRT, criado em Curitiba na década de 1970, permanece como uma solução inteligente para os desafios de deslocamento nas cidades", afirmou Angelo Gulin, presidente do Curitibus, entidade que reúne as empresas de ônibus da capital. Para ele, o resultado vem da decisão de dar prioridade ao coletivo e de ir ajustando o modelo com o tempo.

As operadoras dizem que o desafio agora é fazer o sistema acompanhar demandas que mudam — de veículos a hábitos de quem usa o ônibus todo dia.

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