Espetáculo Drolmas recria o mito de Medusa em temporada gratuita
Com Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, a peça dirigida por Giorgia Conceição fica em cartaz de 17 de setembro a 4 de outubro no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, no Rebouças.
Onde: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta
Drolmas
Montagem teatral que relê o mito de Medusa e das górgonas cruzando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira.
Três atrizes dão vida a Medusa, Euríale e Esteno numa travessia dividida em três etapas: lodo, caule e lótus. A peça mistura canto, dança e movimento, com referências ao burlesco e ao vaudeville, e trata de silêncio imposto, violência, desejo, envelhecimento e mudança.
Onde
- Espaço
- Espaço Excêntrico Mauro Zanatta
- Endereço
- Rua Lamenha Lins 1429, Rebouças, Curitiba, PR
- No mapa
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Quanto custa
- Entrada
- Gratuito
Atrações
- Ana Decker · Atriz
- Katia Horn · Atriz
- Samara Rocha · Atriz e dramaturga
- Giorgia Conceição · Direção
- Edith de Camargo · Direção musical
Informações reunidas da divulgação do evento. Confirme data, horário e valores com o organizador antes de sair de casa.
A temporada de "Drolmas" vai de 17 de setembro a 4 de outubro, com entrada gratuita. As sessões acontecem no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, no bairro Rebouças, endereço que fica na Rua Lamenha Lins, 1429.
A peça pega o mito grego pelo avesso: Medusa não veio ao mundo como monstro, virou um. Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha interpretam as três górgonas, Medusa, Euríale e Esteno, num texto que aproxima a mitologia da Grécia a elementos do budismo tibetano e a referências que vêm da cultura popular daqui.
O título nasce dessa mistura: Drolma é um nome tibetano associado à face feminina do Buda. A ideia de alguém que procura a iluminação num corpo de mulher encontra, na montagem, as histórias de mulheres responsabilizadas pelo que sofreram, caladas ou tratadas como monstro.
O percurso das irmãs é dividido em três etapas, batizadas de lodo, caule e lótus, da lama até a flor. Silenciamento e violência estão no centro, ao lado do desejo, do envelhecer e da possibilidade de mudar.
A dramaturgia é de Samara Rocha, que idealizou o projeto e também atua. Ao Bem Paraná e ao Me Gusta Curitiba, ela contou que muitas mulheres participaram da construção da obra e que cada encontro deixou uma marca. O trabalho nasceu em 2022, de reuniões entre artistas, e o texto passou por leituras, conversas e ensaios até chegar à versão que estreia.
Na direção, Giorgia Conceição usa o repertório que pesquisa há anos: burlesco, vaudeville, teatro de variedades. Daí o formato, em que as atrizes cantam, dançam e quase não param em cena, e a montagem acaba próxima de uma opereta. Aos mesmos veículos, a diretora disse que buscou um espetáculo sedutor apesar do peso do assunto, com uma referência estética diferente a cada cena.
A direção musical é de Edith de Camargo. Entram na trilha composições próprias, releituras, marchinhas de carnaval e a gravação de "Cantoras do Rádio" na voz de Carmen e Aurora Miranda.
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