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Economia Curitiba, PR

Conferência de energia em Curitiba discute biometano, motores e financiamento

A Smart Energy 2026 ocupa o Campus da Indústria do Sistema Fiep nos dias 22 e 23 de setembro, com mesas sobre gás renovável, eletrificação da frota e crédito para projetos de baixo carbono.

Por Hub News Curitiba

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: GREGOR via Pixabay

Curitiba recebe na próxima semana a Smart Energy 2026, conferência internacional voltada às chamadas energias inteligentes. O encontro ocupa o Campus da Indústria do Sistema Fiep nos dias 22 e 23 de setembro, e leva ao mesmo lugar gente de instituições de fomento, do poder público, da indústria e das universidades.

Três das mesas acontecem na quarta-feira (23). Uma delas trata do biometano e do que ainda falta, em regra e em infraestrutura, para que esse gás renovável circule na distribuição canalizada. A Compagas manda Eudis Furtado; a Agepar, Rejane Maria Schirr Scolari; e a reguladora federal do setor, a ANP, envia Alexandre Camacho. Media o debate Thiago Olinda, da Superintendência-Geral de Gestão Energética do Paraná, onde coordena as frentes de gás natural, hidrogênio renovável e biocombustíveis. Para ele, é o avanço da regulamentação que transforma potencial de produção em mercado de verdade, dando escala aos investimentos.

Às 14h, outra sessão discute eficiência energética e mobilidade — dos veículos elétricos aos híbridos e aos motores a combustão. O professor Luiz Ramos, que divide o tempo entre a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Tecpar, medeia e participa, ao lado de Gilles-Laurent Grimberg, da Actioil, e de Christian Michael Wahnfried, da Bosch.

Em material divulgado pela Fiep e reproduzido pelo Jornal União, Ramos defende uma leitura sistêmica: a mudança na mobilidade não depende só do motor, e sim de todo o ecossistema energético. Grimberg, por sua vez, diz que a intenção não é opor as três tecnologias como concorrentes, e sim mostrar onde cada uma faz sentido e acompanhar o percurso da energia, da fonte até o que chega efetivamente às rodas.

A terceira mesa, "Fomento à Transição Energética e à Inovação de Baixo Carbono", trata de dinheiro. Paulo Resende, da Finep, apresentará as linhas disponíveis para o setor — entre elas o crédito reembolsável com taxas subsidiadas, inclusive para implantação pioneira, e as chamadas periódicas de subvenção econômica. No Sul, segundo ele, a financiadora opera junto com o BRDE e a Fomento Paraná, em linhas voltadas a quem já chega com o investimento estruturado. Completam o painel Expedito Parente, da Nexbio, e Rogério Meneghetti, que dirige a área de energias renováveis na Itaipu e vai expor o que a companhia desenvolve em hidrogênio de baixo carbono, biometano, biogás e biocombustíveis, incluindo plantas-piloto tocadas com o Itaipu Parquetec e o CIBiogás.

Fora dos painéis, o evento tem o Fórum de Eficiência Energética, com palestras e relatos de experiências de consumo mais racional, além de uma feira temática.

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Quando
22 de setembro de 2026
Onde
Campus da Indústria do Sistema Fiep

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