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Xi Jinping inicia visita aos EUA com recepção de Trump em base militar

O presidente chinês desembarcou em Maryland na noite de quarta-feira para três dias de conversas sobre tarifas, terras raras e semicondutores, com a trégua comercial vencendo em novembro.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um dólar americano enrolado sobre bandeiras sobrepostas dos EUA e da China, simbolizando as relações comerciais.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: https://kaboompics.com/ via Pexels

O presidente da China, Xi Jinping, desembarcou nos Estados Unidos na noite de quarta-feira (23) para uma visita de Estado de três dias. É a primeira vez em mais de dez anos que ele vai ao país, segundo o Diário do Grande ABC.

Donald Trump quebrou o protocolo habitual e foi esperá-lo na própria pista da Base Conjunta Andrews, em Maryland, nos arredores de Washington, em vez de aguardar a chegada à Casa Branca. A recepção teve banda militar e tapete vermelho. As primeiras-damas Melania Trump e Peng Liyuan acompanharam o desembarque.

A agenda oficial começa nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, com a cerimônia de boas-vindas e uma reunião entre os dois presidentes. À noite, Trump oferece um jantar de Estado à delegação chinesa no East Room. Entre os convidados estão executivos das maiores empresas de tecnologia americanas — Tim Cook, Elon Musk, Sam Altman e Jeff Bezos, de acordo com o Metrópoles. Na sexta-feira (25), os dois casais devem visitar os Arquivos Nacionais.

O que está em jogo

As conversas devem girar em torno de comércio, inteligência artificial e semicondutores. Também entram na mesa o fluxo internacional de terras raras e a situação de Taiwan, e os dois governos discutem possíveis ajustes em tarifas sobre determinados produtos. As guerras no Irã e na Ucrânia podem aparecer na pauta.

Por trás do encontro está a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, alcançada em 2025 e consolidada quando Trump foi à China, em maio deste ano. Ela tem validade até novembro, e a negociação sobre os pontos de conflito continua aberta — é a essa altura que a visita chega. Este é o segundo encontro entre os dois líderes em 2026, agora com o americano como anfitrião.

A ida de um presidente dos Estados Unidos até a pista para receber um visitante ficou rara nas últimas décadas e passou a ser associada sobretudo à chegada de papas: em Andrews, Bush recebeu Bento XVI em 2008, e Obama fez o mesmo com Francisco sete anos depois.

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