Wall Street recua após Trump recusar trégua proposta pelo Irã
Nasdaq caiu 0,92% nesta segunda (28), com o dólar e os juros americanos em alta; receio com a inteligência artificial derrubou fabricantes de chips como a Intel, que perdeu 5,67%.
Os três principais índices de ações de Nova York terminaram a segunda-feira (28) no vermelho. O mercado reagiu à informação de que o presidente Donald Trump recusou uma proposta do Irã de cessar-fogo por sete dias e disse a assessores que pretende voltar a bombardear o país depois das eleições de meio de mandato. Com isso, o fim da guerra no Oriente Médio segue sem horizonte, e os investidores buscaram proteção: o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram.
A maior perda foi a do Nasdaq, de tecnologia, que recuou 0,92% e fechou em 26.820,38 pontos. O S&P 500 cedeu 0,77%, para 7.683,92 pontos, e o Dow Jones terminou com baixa de 0,67%, aos 51.481,72 pontos.
A inteligência artificial também pesou. Bill Gates, fundador da Microsoft, disse que a tecnologia tem força para desencadear eventos capazes de matar 1 bilhão de pessoas, e a OpenAI comunicou que suspendeu o treinamento de seus modelos mais novos. Fabricantes de semicondutores apanharam: a Marvell caiu 3,83%, a Micron, 2,61%, e a Intel, 5,67%. A Meta devolveu 4,79% depois da escalada provocada pelo lançamento do assistente Muse; no mesmo dia, a empresa anunciou uma divisão dedicada a vender ferramentas de IA para empresas.
Na contramão, a Nvidia avançou 1,68% ao elevar para US$ 235 bilhões seu programa de recompra de ações, que pretende concluir até o ano fiscal de 2028. Em entrevista à CNBC, o presidente da empresa, Jensen Huang, afirmou que as falhas da IA generativa são um problema de engenharia, e portanto têm solução.
Ford e GM cederam mais de 2%, mesmo com o governo Trump afrouxando as metas de eficiência de combustível dos carros. A Reliance Steel ganhou 1,12% com o anúncio de uma nova siderúrgica de US$ 15 bilhões no leste de Iowa.
No Federal Reserve, a diretora Lisa Cook disse esperar que ganhos de produtividade tragam uma desinflação modesta nos próximos anos, mas não a tempo de conter a pressão sobre os preços em 2026.
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