Pular para o conteúdo

Superfície do mar soma 100 dias seguidos de calor recorde, diz Copernicus

O trimestre de junho a agosto foi o mais quente já medido, e o alerta chega uma semana depois de a ONU informar que o planeta ultrapassou de forma temporária a marca de 1,5°C.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Uma vista deslumbrante das ondas do oceano quebrando com tons de azul vibrante na costa do Brasil.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Matteus Silva / Pexels

A camada superficial dos oceanos completou neste mês 100 dias consecutivos em temperaturas nunca antes registradas. O número consta de um alerta divulgado na quarta-feira (10) por cientistas da agência europeia Copernicus, que monitora o clima do planeta por satélite.

O mesmo levantamento aponta que os meses de junho, julho e agosto de 2026 formaram o trimestre mais quente de toda a série histórica.

O aviso veio acompanhado de uma avaliação do Greenpeace Brasil, divulgada no Paraná pelo Bem Paraná. Em nota da organização, a porta-voz de Oceanos Bruna Canal afirmou que o calor acumulado na água desorganiza a circulação das correntes marinhas, diminui a quantidade de oxigênio e de nutrientes disponíveis e asfixia a vida marinha. Como esse calor não se dissipa, segundo ela, ele passa a alimentar de forma contínua a própria crise do clima.

Para a entidade, o efeito chega ao dia a dia das pessoas por três caminhos: a perda de espécies, a insegurança alimentar e o aumento dos eventos climáticos extremos.

Ainda conforme a nota, o quadro se agrava porque há um El Niño em curso. Água mais quente evapora mais depressa e devolve calor para a atmosfera, o que, na avaliação da organização, monta um ambiente favorável a novos extremos nos próximos meses, o Brasil incluído.

O alerta sucede outro, feito uma semana antes pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, de que a temperatura média global passou, de forma temporária, de 1,5°C acima do período pré-industrial — o limite que os países se comprometeram a não ultrapassar.

O Greenpeace defende que governos abandonem os combustíveis fósseis, interrompam a abertura de novos poços e encerrem a destruição das florestas até 2030, com financiamento para os países do Sul Global. A cobrança mira a COP31, próxima conferência do clima.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.

Leia também