Irã leva à ONU ataque a escola e responde a ameaças de Trump
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, abriu sua fala na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (23), pelo bombardeio de uma escola de ensino fundamental que o país atribui aos Estados Unidos, no início da guerra.
A unidade fica em Minab, no sul iraniano, e foi atingida em 28 de fevereiro. Autoridades do país contam ao menos 120 crianças e 26 professores mortos. "Elas eram inocentes, não haviam cometido crime algum", disse o presidente durante a sessão, segundo o portal O Sul.
Pezeshkian sustentou que as bombas partiram de armamento usado por americanos e israelenses, e devolveu a Washington o rótulo que recebeu de lá: "O presidente dos Estados Unidos nos descreveu como terroristas. Nós fomos as vítimas do terrorismo".
A acusação é do governo iraniano. No começo de setembro, uma missão de apuração da própria ONU concluiu que o ataque à escola pode configurar crime de guerra. Em resposta, um porta-voz da Casa Branca afirmou que a única parte do conflito a cometer crimes de guerra é o regime iraniano. Neste mês, o Departamento de Defesa americano informou que há uma investigação em andamento sobre o caso.
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Resposta ao discurso de Trump
A fala iraniana veio um dia depois de Donald Trump discursar no mesmo plenário, na terça-feira (22). Pezeshkian respondeu que sanções, aumento de pressão e intimidação produzem efeito contrário ao pretendido, porque ampliam a resistência da população.
Ele repetiu que o país "jamais baixará a cabeça nem se curvará" e pediu que outras nações ajudem na busca por paz e estabilidade. "Não devemos construir um mundo no qual o poder militar substitua a legitimidade", afirmou, em outro trecho do discurso.
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