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Em Metz, Leão XIV encerra viagem à França com apelo contra guerras na Europa

No último dia da visita de quatro dias, o papa homenageou Robert Schuman e defendeu o direito internacional como freio ao "desejo de dominação"; poucos líderes europeus atenderam ao convite de Macron.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: temple, cathedral, metz
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: milpek75 via Pixabay

O papa Leão XIV fechou nesta segunda-feira (28), em Metz, no leste da França, a visita de quatro dias ao país com um recado aos governos europeus: o continente deveria buscar nas suas raízes cristãs e na tradição de diálogo a resposta à guerra da Rússia na Ucrânia e aos demais conflitos em curso.

A cidade, vizinha das fronteiras com a Alemanha e Luxemburgo, foi escolhida para homenagear Robert Schuman, político católico francês apontado como um dos pais da integração europeia no pós-guerra. O discurso foi feito num centro de conferências que leva o nome dele. O pontífice defendeu o multilateralismo e o direito internacional, que chamou de "o melhor antídoto contra o desejo de dominação, que está na raiz de todo conflito", e lamentou que as relações entre pessoas e entre Estados estejam cada vez menos civilizadas.

O Palácio do Eliseu tinha convidado os chefes de Estado da União Europeia e os dirigentes das instituições do bloco. Poucos foram: ao lado do presidente Emmanuel Macron estiveram sobretudo representantes de países pequenos, como Luxemburgo, Mônaco e Andorra.

O saldo da visita

A viagem teve público acima do esperado pelos próprios organizadores. A missa na Place de la Concorde, em Paris, reuniu 800 mil pessoas. No domingo, no santuário de Lourdes, Leão XIV voltou a atacar a lei francesa que passou a permitir a morte medicamente assistida, que chamou de "falsa compaixão".

O trecho entre Lourdes e Metz, feito num avião fretado da Air France, teve escolta de dois caças franceses. O último compromisso previsto era uma missa na Catedral de Santo Estêvão, um dos marcos do gótico francês.

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