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Barril do Brent volta a passar de US$ 100 com escalada entre EUA e Irã

A cotação de referência mundial chegou a US$ 101,55 na quarta-feira, o maior valor desde maio, depois de ataques iranianos a dez navios e a uma base americana na Jordânia.

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de um grande tanqueiro em meio a um céu azul claro e oceano.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Rafid Sahrear / Pexels

O barril de petróleo Brent, referência do mercado mundial, voltou a ser negociado acima de US$ 100 na quarta-feira (9), patamar que não alcançava desde 25 de maio. A marca caiu por volta das 4h15 de Brasília, a US$ 100,15, e o pico veio às 11h15, a US$ 101,55, com valorização de 3,71%. Ao meio-dia e meia a cotação estava em US$ 101,23. O WTI, usado como referência nos Estados Unidos, subia 3,60% no mesmo horário, a US$ 96,38.

A alta acompanha a escalada militar entre americanos e iranianos, que já respinga em aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Jordânia. Naquela quarta, a Guarda Revolucionária iraniana disse ter atingido dez embarcações, duas delas norte-americanas, além de lançar mísseis balísticos sobre uma base que as forças dos EUA mantêm em solo jordaniano.

Segundo o braço militar iraniano, as embarcações tentavam cruzar uma área interditada do estreito de Hormuz, por onde escoava um quinto do petróleo e do gás consumidos no mundo antes da guerra. A ação foi apresentada como resposta ao ataque americano a cinco petroleiros iranianos na véspera, que o Centcom, comando central das forças dos EUA, divulgou em vídeo e classificou como retaliação a bombardeios iranianos contra um navio de guerra da Marinha. Nenhum militar americano se feriu, informaram as autoridades do país.

Em declaração reproduzida pela Folhapress durante visita à Colômbia, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que cada tentativa iraniana de atingir navios da Marinha custará petroleiros ao Irã.

Para o consumidor, o efeito tende a chegar pelos juros. Citada pela Folhapress, a analista Kathleen Brooks, da corretora XTB, avaliou que os US$ 100 funcionam como um limite psicológico e que, ultrapassado esse nível, bancos centrais dificilmente escapam de elevar taxas para conter a inflação.

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