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Ataques levam oferta de petróleo da Arábia Saudita ao menor nível em mais de 30 anos

Relatório da Agência Internacional de Energia aponta 6 milhões de barris diários em agosto, 2,3 milhões a menos que em julho, após ataques a navios, refinaria e instalações sauditas.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de um grande tanqueiro em meio a um céu azul claro e oceano.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Rafid Sahrear / Pexels

A oferta de petróleo da Arábia Saudita despencou em agosto para 6 milhões de barris por dia, o menor volume em mais de três décadas. Segundo reportagem da CNN Brasil reproduzida pela Folha de Irati, o dado consta do relatório mensal da Agência Internacional de Energia (IEA), divulgado na sexta-feira (11). Na comparação com julho, a redução chegou a 2,3 milhões de barris diários.

A agência atribui o recuo a uma sequência de ataques contra a estrutura energética saudita. Grupos ligados aos houthis, do Iêmen, atingiram navios que cruzavam o estreito de Bab el-Mandeb e embarcações nas imediações do porto de Yanbu, além da refinaria de Jazan. Milícias ligadas ao Irã que atuam no Iraque também lançaram drones contra a unidade de processamento de Abqaiq.

Os envios de petróleo saudita por via marítima, somando a rota do Mar Vermelho e as cargas transportadas sem rastreamento público, encolheram 1,1 milhão de barris por dia no mês e ficaram em 3,5 milhões. No mesmo período, os estoques do país recuaram 400 mil barris diários.

A estimativa da IEA fica abaixo de um dos números que o próprio governo saudita repassou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de 7,12 milhões de barris diários. Outro dado enviado à Opep, de 6,24 milhões de barris diários produzidos em agosto, se aproxima do cálculo da agência.

No setor, "oferta" é a medida que junta o petróleo exportado, incluindo o que sai dos estoques, ao que é consumido dentro do próprio país por refinarias e usinas de energia. Por isso, os números de oferta e de produção podem ser diferentes.

Para o ano inteiro, a agência cortou em 885 mil barris diários a sua projeção de oferta saudita em 2026, que passou a ser de 7,6 milhões. Segundo a IEA, a revisão reflete a demora na retomada da produção nos países do Golfo.

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