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Assinantes processam gigantes de IA nos EUA por pacto de desaceleração

Quatro clientes pagantes de ChatGPT, Claude, Grok e Gemini querem transformar o caso em ação coletiva e alegam que a combinação entre as empresas reduziu o valor entregue a quem paga a assinatura.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Close-up of a computer screen displaying ChatGPT interface in a dark setting.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Matheus Bertelli via Pexels

Quatro pessoas que pagam mensalidade para usar assistentes de inteligência artificial abriram um processo, nos Estados Unidos, contra as empresas que vendem esses serviços: elas teriam combinado entre si segurar o avanço da tecnologia. A ação foi protocolada na sexta-feira (18) na Justiça federal do norte da Califórnia e pede para correr como ação coletiva, em nome de todos os clientes pagantes no país, conforme O Sul.

Estão no polo passivo a OpenAI, dona do ChatGPT; o Google, do Gemini; a Anthropic, do Claude; e a SpaceXAI, do Grok. O argumento é de quebra da lei antitruste: ao acertarem um ritmo de progresso menor do que a disputa de mercado produziria, as companhias teriam reduzido aquilo que o assinante recebe pelo que paga.

O artigo que originou o caso

O ponto central da acusação é o dia 12 de setembro. Naquela data, Dario Amodei, que comanda a Anthropic, publicou um texto defendendo que o setor inteiro cooperasse para frear o desenvolvimento e priorizar proteções mais sólidas. Ainda no mesmo dia, diz a ação, três nomes responderam em público concordando com a ideia: Sam Altman, da OpenAI; Elon Musk, da SpaceXAI; e Demis Hassabis, que está à frente do Google DeepMind e o cofundou.

No próprio artigo, Amodei admitiu que esse tipo de conversa esbarra em regras de defesa da concorrência. Ele propôs que o governo americano fizesse a mediação, ou pelo menos destravasse as conversas entre os laboratórios — sem precisar participar delas, mas concedendo uma dispensa restrita a tratativas sobre segurança.

Para o advogado Nick Rowley, que representa os autores, o risco está em deixar protocolos de segurança nas mãos de combinações privadas entre as empresas mais poderosas do setor. "A IA sairá rapidamente do controle humano e poderá matar todos nós", afirmou, em declaração publicada por O Sul.

Procuradas pela agência Associated Press no sábado (19), as quatro empresas não responderam.

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