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Comunidade São Paulo

Vítimas de violência doméstica contam com 47 abrigos sigilosos no estado de São Paulo

A porta de entrada é o CRAS ou o CREAS do município; a equipe avalia o risco e pode encaminhar a mulher, com os filhos, para um abrigo por até seis meses, com possibilidade de prorrogação.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Mãos se unindo em um círculo simbolizando unidade, trabalho em equipe e espírito comunitário.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Tahir Xəlfəquliyev via Pexels

Quem sofre violência doméstica ou familiar em São Paulo pode pedir proteção começando pelo serviço de assistência social da própria cidade. O caminho é procurar o CRAS ou o CREAS mais perto de casa, os centros de referência de assistência social do município.

Ali, uma equipe técnica ouve a mulher, avalia o nível de risco e decide qual proteção é a mais adequada. Quando a integridade física está ameaçada, ela pode ser levada a um abrigo de endereço sigiloso, onde fica longe do agressor. A ida é voluntária, e os filhos menores de idade podem acompanhar a mãe. Vale para qualquer forma de violência: física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, e também para quem vive sob ameaça.

Quantos abrigos existem

Segundo o governo do estado, a rede soma 47 unidades, sendo 35 municipais e 12 regionais, distribuídas por 92 cidades. Juntas, têm capacidade para 1.296 pessoas. Os municípios administram os abrigos, e a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) divide o custeio com eles.

A permanência pode chegar a seis meses e ser estendida se a equipe técnica avaliar que é necessário.

O que é oferecido durante o acolhimento

Enquanto estão abrigadas, mulheres e crianças recebem atendimento psicossocial e jurídico e têm acesso a benefícios da assistência social. O trabalho é feito em conjunto com a rede de saúde, o sistema de Justiça e outros órgãos de proteção, com o objetivo de interromper o ciclo de violência e ajudar a mulher a recuperar a autonomia.

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