Pular para o conteúdo
Hub News
Meio ambiente São Paulo

Ultrassom derruba toxina e libera banho em praia do Tietê após 245 dias

Boias instaladas pela Cetesb no reservatório de Promissão reduziram em 91,5% a microcistina da água, e a Praia Municipal de Sabino voltou a ser classificada como própria para banho.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Vista aérea de um campo agrícola e de um lago sereno
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Zac SANTOS via Pexels

A Praia Municipal de Sabino, no noroeste paulista, voltou a receber banhistas depois de 245 dias seguidos de restrição, quase sempre provocada pela proliferação de algas. A liberação veio dois meses depois de a Cetesb pôr para funcionar ali 14 boias que emitem ondas de ultrassom contra a camada verde que se forma na superfície da água.

O que os exames mediram foi a queda da microcistina, toxina produzida por certas algas e que, em concentração alta, inviabiliza o uso recreativo. A água tinha 23 microgramas por litro em 17 de agosto; em 15 de setembro, marcava 1,95 — queda de 91,5%. Como o limite é de 5 microgramas por litro, a praia só foi liberada quando duas medições seguidas ficaram abaixo dele: 2,8 no dia 8 de setembro e, uma semana depois, os mesmos 1,95.

A classificação vale desde a sexta-feira (18) e vai até o dia 25, quando as condições do local serão reavaliadas. É a terceira vez que a prainha aparece liberada em 2026 — as outras duas foram em 9 e em 16 de janeiro. Nas demais semanas, as restrições vieram das algas e, em alguns períodos, da presença de E. coli, bactéria que indica contaminação por fezes e costuma estar ligada a esgoto sem tratamento ou a dejetos de animais levados pela chuva.

Como o ultrassom age sobre as algas

As boias entraram em operação em 21 de julho no Córrego do Esgotão, braço do Tietê dentro do reservatório de Promissão que influencia diretamente a água da praia. As algas dependem de permanecer na superfície para receber luz e fazer fotossíntese; o ultrassom dificulta que elas fiquem ali e, com menos luz, perdem a capacidade de crescer e se reproduzir. O sistema funciona sem produtos químicos.

Natália Resende, que chefia a pasta estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, disse que a tecnologia "pode acelerar a recuperação do rio e devolver esses espaços às pessoas", em declaração divulgada pelo governo paulista e reproduzida pelo ABC Agora. As boias integram o IntegraTietê, programa que acompanha o rio de Salesópolis a Itapura.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.