Temporais matam três pessoas e deixam 313 desabrigados no estado de São Paulo
Defesa Civil soma 53 ocorrências desde sexta (11), e governo decretou emergência em cinco cidades; orçamento de 2026 reduziu em 55% a verba estadual de drenagem e combate a enchentes.
As chuvas fortes que atingem o estado de São Paulo desde a sexta-feira (11) já causaram três mortes, segundo o balanço mais recente da Defesa Civil estadual. O órgão contabiliza 313 desabrigados, que dependem de abrigo público, e 1.509 desalojados, acolhidos por parentes ou conhecidos, além de 53 ocorrências ligadas aos temporais.
A morte mais recente foi confirmada na segunda-feira (14), em São Bernardo do Campo, no ABC: um deslizamento de terra atingiu uma casa na Vila José, e o Corpo de Bombeiros encontrou o morador já sem vida. As outras vítimas são de Jandira, onde um homem foi atingido por uma enxurrada, e de Itaquaquecetuba, onde uma mulher foi achada morta numa área alagada. Segundo o Metrópoles, outro homem continuava desaparecido em Jandira até a tarde de terça-feira (15), e nove pessoas ficaram feridas. A contagem oficial não inclui as seis mortes no desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste da capital.
Onde há gente fora de casa
Nas 24 horas cobertas pelo último boletim, houve 14 ocorrências em 14 municípios, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e rios que transbordaram. Ribeira, no Vale do Ribeira, tem a situação mais pesada: 50 casas atingidas e 150 moradores fora delas, 130 desabrigados. Em Itaquaquecetuba, um deslizamento alcançou seis imóveis e deixou 24 pessoas desabrigadas; Apiaí soma 16 desabrigados e 12 desalojados. Há ainda moradores fora de casa em Tapiraí, Jacupiranga, Cotia, Campos do Jordão, Botucatu, Araçariguama e São Bernardo do Campo.
Emergência e socorro
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De acordo com informações do governo estadual publicadas pelo Metrópoles, o estado mandou ajuda humanitária ao Vale do Ribeira e à região de Itapeva na segunda-feira e, na terça, decretou estado de emergência em Registro, Ribeira, Iporanga, Barra do Turvo e Piracaia. Eldorado, parcialmente submersa pela cheia do Rio Ribeira de Iguape, teve a emergência homologada na véspera. O governo afirma ter entregado mais de 3,5 mil itens, entre colchões, cestas básicas e kits de higiene, e mobilizado 16 barcos e dois helicópteros Águia para alcançar comunidades isoladas; 19 abrigos funcionam em seis cidades da região.
Menos dinheiro para prevenção
Levantamento do Metrópoles na Lei Orçamentária Anual mostra que o estado reservou R$ 140,8 milhões em 2026 para implantar sistemas de drenagem e combater enchentes, 55% abaixo dos R$ 314,8 milhões de 2025. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) foi a pasta que mais perdeu em valores absolutos, de R$ 10,9 bilhões para R$ 8,8 bilhões. A verba da Defesa Civil para preparação, capacitação e pesquisa caiu 27%, de R$ 1,1 milhão para R$ 871 mil. Esses valores podem crescer ao longo do ano com emendas ou suplementação.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) atribui a redução à "diversificação das fontes de recursos e de parcerias", citando o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o BID, linhas de crédito da Desenvolve SP para municípios, a concessão da Sabesp e a parceria público-privada de desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros, ainda em andamento.
Com o solo encharcado e os rios cheios, a Defesa Civil pede que quem vive em área de risco fique atento a sinais de movimentação de terra e siga as orientações de emergência.
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Leia em outras fontes
- Veja São Paulo — Chuvas em SP deixam três mortos e mais de 1800 pessoas fora de casa 15/09/2026
- Metrópoles São Paulo — Em 2026, SP teve corte de verbas para prevenção de desastres e enchentes 15/09/2026
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
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