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Segurança São Paulo

STJ nega soltura de Milton Leite e de dono de viação investigada

O ministro Rogério Schietti rejeitou os pedidos de habeas corpus do ex-presidente da Câmara de São Paulo e do empresário Paulo Korek, presos na semana passada pela Operação Vectura Corrupta.

Por Hub News

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Os dois nomes mais conhecidos entre os presos da Operação Vectura Corrupta continuam atrás das grades. O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitou os pedidos de habeas corpus feitos em favor do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e do empresário Paulo Sirqueira Korek Farias. A apuração trata da suspeita de que o PCC controle empresas de ônibus em São Paulo.

Leite comandou a Câmara Municipal da capital e está detido desde a sexta-feira (18), depois de ficar foragido. Korek presidia a viação A2 Transportes e está afastado da presidência do Esporte Clube Água Santa, de Diadema; com prisão temporária de 30 dias decretada no dia 17, apresentou-se no sábado (19) e segue no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, conforme o Diário do Grande ABC.

Ao negar os pedidos, o ministro observou que não cabe ao STJ examinar habeas corpus contra decisão individual de desembargador antes de o colegiado de segundo grau se manifestar. Escreveu também que a custódia se apoia em "elementos concretos", que ela é necessária para a colheita de provas e que o caso trata da "infiltração de facção criminosa no transporte público".

Os advogados que assinam o pedido de Leite alegam que "o próprio órgão acusador confessou" não haver amparo legal para a medida que pediu a prisão. O ex-vereador diz que vai provar a inocência dele diante de todas as acusações, e os demais alvos da operação também se declaram inocentes. Nada foi julgado até aqui: o que existe é investigação.

O que a apuração sustenta

A operação começou no dia 17, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, e mira lavagem de dinheiro no transporte coletivo. Pelas contas dos investigadores, 12 companhias estariam sob controle direto ou indireto da facção. A decisão da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça que autorizou a ação cita o ex-vereador como responsável direto pela operação de algumas dessas empresas — e o desembargador Sérgio Ribas anotou que policiais militares, num procedimento que corre na Justiça Militar, o descrevem como dono de fato da Transwolff.

Essa transportadora já havia sido alvo da Operação Fim da Linha, em abril de 2024, e perdeu o contrato com a Prefeitura de São Paulo em janeiro de 2025. Também foram presos na Vectura Corrupta Levi dos Santos Oliveira, que chefiou a SPTrans, e Danilo Morgado (PL), candidato a deputado estadual. A A2, que opera linhas na Zona Sul da capital, teve Korek destituído por determinação do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Dinheiro em casa e escritório invadido

Na casa do ex-vereador em Sorocaba, no interior, foram encontrados R$ 765 mil em espécie, além de uma passagem secreta. Já o escritório dele em Santo Amaro, também na Zona Sul, foi invadido na noite de domingo (20): os criminosos levaram o gravador das imagens de segurança e deixaram para trás R$ 19.261 em dinheiro, depois apreendidos pela polícia. Há suspeita de vazamento da operação, e isso também é apurado.

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