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Réu foragido ficou 24 dias sem mandado visível em base nacional de presos

O perfil de uma magistrada gaúcha foi usado para trocar o nome e o CPF do acusado na base mantida pelo Conselho Nacional de Justiça, e a fraude só foi percebida quase um mês depois.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: AbsolutVision via Pixabay

Uma ficha adulterada tirou das consultas policiais, por cerca de 24 dias, a ordem de prisão contra um réu que a Justiça paulista procura desde agosto. A falha foi descoberta em 16 de setembro pelo Ministério Público de São Paulo, ao lado da equipe judiciária, e corrigida no dia seguinte.

O cadastro fica no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, base que o Conselho Nacional de Justiça mantém para reunir mandados e outras medidas penais. Nela, cada pessoa tem um Registro Judiciário Individual — e o do réu passou, em 23 de agosto, a exibir o nome e o CPF de outra pessoa. Quem pesquisasse pela identidade verdadeira não encontrava a ordem em aberto.

De onde saiu a alteração

Segundo o g1, documentos e mensagens trocadas dentro do Tribunal de Justiça de São Paulo indicam de onde partiu a mudança: o perfil de uma magistrada gaúcha, que responde pela comarca de Planalto. Questionada, a unidade do Rio Grande do Sul respondeu à Justiça paulista que aquele acesso estava comprometido — a senha teria ido parar com terceiros, que a usaram para mexer em cadastros e emitir documentos de forma fraudulenta.

Quem é o procurado

O registro alterado é o de Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, apontado pela polícia como o "Escorpião do PCC". Ele está foragido desde agosto, quando a prisão preventiva foi restabelecida, e responde por feminicídio: é réu pela morte da mulher com quem era casado. A vítima, Maria Katiane Gomes da Silva, tinha 25 anos.

Procurados, o CNJ e o tribunal paulista responderam em nota que não comentam casos específicos. A defesa do empresário afirmou desconhecer a invasão ao sistema e disse esperar o julgamento de um recurso em que pede a soltura dele.

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