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Segurança São Paulo

Preso em operação sobre o PCC, candidato a deputado passa por custódia

Danilo Morgado (PL) foi detido na quinta-feira na Vectura Corrupta, que apura o domínio da facção sobre viações; para o advogado dele, a defesa ainda não teve acesso aos autos da prisão.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Visão em baixa perspectiva de arquitetura clássica com colunas ornamentadas e fachada detalhada, mostrando grandeza histórica.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: ROMAN ODINTSOV via Pexels

O empresário Danilo Morgado, de 41 anos, candidato a deputado estadual pelo PL, é levado nesta sexta-feira (18) à audiência de custódia. Ele foi preso na véspera, durante a Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A apuração trata da infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo.

O que a investigação sustenta é que a facção teria bancado parte da campanha de Morgado à Prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, em 2020. Naquela disputa ele ficou em segundo lugar, com 65.780 votos, o equivalente a 46,48% dos válidos; quem venceu foi Raquel Chini (PSDB), com 75.739. Em 2023, a Justiça Eleitoral cassou o registro daquela candidatura por abuso de poder econômico, em decisão do juiz Aléssio Martins Gonçalves.

Os investigadores dizem ter localizado mensagens trocadas entre o candidato e integrantes do grupo criminoso. Esses interlocutores, de acordo com a apuração, decidiam quando liberar e quando cortar o dinheiro destinado a campanhas eleitorais, e serviam de ponte entre a facção e advogados, empresários, políticos e gente do serviço público.

Segundo o VTV News, o advogado Marcelo Viela Fernandez, que representa Morgado, afirmou em nota que a defesa ainda não conseguiu ler os autos que embasaram a prisão — situação que classificou como "extremamente grave". O candidato, diz o defensor, "nega veementemente qualquer vínculo com organização criminosa", e as responsabilidades só poderão ser apuradas ao longo do processo, com contraditório, ampla defesa e presunção de inocência. Para ele, a audiência desta sexta serve para examinar as circunstâncias em que a prisão foi feita.

Ao todo, a Vectura Corrupta cumpriu 16 ordens de prisão e outras 18 de busca e apreensão, em sete cidades. No litoral, a ação chegou a Santos, a Cubatão e a Praia Grande. Na Grande São Paulo, houve mandados em Diadema, em Santana de Parnaíba e em São Bernardo do Campo, além da capital. Entre as viações citadas por suposto controle, direto ou indireto, da facção estão Transwolff, A2 Transportes e Transcap. Os investigadores apontam ainda que dois sócios da Translider, empresa de Cubatão, seriam "laranjas" dos proprietários reais.

Morgado foi confirmado candidato pelo PL em julho deste ano. Antes disso, trabalhou na Assembleia Legislativa de São Paulo, na Câmara dos Deputados e no Senado.

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