Preso após queda de helicóptero em Iaras é apontado como ligado ao PCC
O homem foi detido logo depois do resgate em mata fechada, apresentou identidade falsa e é investigado pelo Gaeco de Santos por participação no sequestro de um advogado em Cubatão.
O pedido de socorro feito por um tablet, de dentro de uma mata fechada em Iaras, no interior paulista, acabou levando a polícia a um homem procurado pela Justiça. Dos três ocupantes do helicóptero resgatados com vida no fim de semana, um foi preso ainda durante o atendimento.
Paulo Cézar Silva dos Santos, 44, conhecido como Testinha, mostrou aos policiais um documento de identidade falso. A checagem no Muralha Paulista, sistema consultado pelas forças de segurança do estado, revelou o nome verdadeiro. A Secretaria da Segurança Pública informou que ele era procurado por tráfico de drogas e roubo.
Para o Gaeco de Santos, ele tem vínculo com a facção Primeiro Comando da Capital, o PCC, e responde a investigação por participação no sequestro de um advogado em Cubatão, no litoral.
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou ao VTV News que a audiência de custódia foi realizada na segunda-feira (21), que se tratava do cumprimento de um mandado de prisão e que não foram constatadas irregularidades na abordagem. Ele continuou preso.
O voo e a aeronave
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A aeronave, um Agusta A109C de prefixo PT-YBL, havia decolado de Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, e seguia para Londrina, no Paraná, quando caiu. Os três que estavam a bordo foram encontrados vivos e levados para atendimento médico em Avaré. Corpo de Bombeiros e Defesa Civil também foram mobilizados pelo chamado.
No cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil, o helicóptero aparece com o certificado de aeronavegabilidade cancelado, e a verificação correspondente vencida desde maio de 2019.
O caso do advogado
O criminalista Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, foi levado em junho para uma comunidade de Cubatão, onde passou por aquilo que descreveu como um "tribunal do crime". Segundo o relato dele publicado pelo VTV News, tudo começou depois de uma ação judicial que ele moveu contra uma empresa "de interesse do PCC".
Ainda ao VTV News, o advogado disse ter sido atraído por um contato de Wagner Rodrigues dos Santos, apontado como integrante da facção, sob o pretexto de tratar da defesa de um homem preso, e orientado a procurá-lo na Vila Esperança. Ficou no local das 19h à 1h, cercado por cerca de 30 pessoas que, na descrição dele, fizeram ameaças e tortura psicológica, enquanto outros envolvidos acompanhavam por videochamada. A liberação veio quando concordou em desistir do processo — e a desistência foi apresentada.
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