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Obras e infraestrutura São Paulo

Metrô explica como tatuzão da Linha 2 cruzou coletores de esgoto no Aricanduva

Bombas provisórias desviaram o esgoto enquanto a tuneladora Cora Coralina passava 10 metros sob o córrego; o coletor maior ainda vai ganhar um revestimento interno permanente.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Obra de construção em túnel industrial, corredor subterrâneo com escavação
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Conquip via Pixabay

Nesta segunda-feira (28), o Metrô tornou públicas as medidas que permitiram à tuneladora Cora Coralina, da expansão da Linha 2-Verde, atravessar o Córrego Aricanduva sem danificar duas redes de esgoto da Sabesp que correm sob a avenida de mesmo nome, na zona leste da capital. A máquina ficou cerca de três meses parada na futura estação Aricanduva antes de retomar a escavação, em julho — e o risco às tubulações foi o motivo do atraso.

O túnel passou uns 10 metros abaixo do leito do córrego. Por cima dele estão dois coletores, um de 1,2 metro e outro de 2,1 metros de diâmetro, que levam o esgoto da zona leste. Qualquer deslocamento do solo durante a escavação poderia comprometê-los.

A saída foi manter o esgoto correndo por fora do trecho vulnerável. Bombas provisórias captavam o fluxo antes do ponto crítico e o devolviam depois dele. No coletor menor, o Metrô deixou pronto ainda um desvio por gravidade para dias de chuva. O maior deu mais trabalho: solo mole, profundidade, trânsito intenso e redes de outras concessionárias impediam abrir uma vala longa, e a solução incluiu uma comporta feita sob medida num dos poços de inspeção, com uma rota de escape para vazões fora do comum.

Segundo o Metrô, o terreno, as redes, o canal do córrego e um gasoduto da Comgás foram monitorados sem interrupção, e robôs filmaram o interior dos coletores antes e depois da travessia.

Reforço permanente e próximos passos

Como o coletor de 2,1 metros vai continuar acima do túnel, ele receberá uma nova tubulação por dentro da antiga, formada por uma faixa de PVC enrolada em espiral; o vão entre as duas será preenchido com argamassa, sem parar totalmente o escoamento.

A preocupação tem precedente: em fevereiro de 2022, uma estrutura de esgoto da Sabesp foi atingida na obra da Linha 6-Laranja, perto da Marginal Tietê, inundando túneis e fazendo parte das pistas ceder.

Desde que partiu da Penha, a tuneladora já assentou 598 anéis de concreto. Ela está hoje entre a estação Aricanduva e o poço Júlio Colaço, rumo à futura estação Guilherme Giorgi.

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