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Polícia diz que falso leilão movimentou mais de R$ 2,6 milhões e cumpre mandados

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: JoshuaWoroniecki via Pixabay

Sites que imitavam a aparência de plataformas de leilão viraram alvo de uma operação policial nesta quarta-feira (23). Quem investiga é a Delegacia de Combate aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Ceará; em território paulista, quem foi às ruas foi o Garra, grupo da polícia de São Paulo voltado à repressão a roubos e ligado ao Dope.

Foram 24 ordens de busca e apreensão e sete de prisão, informou a Polícia Civil. Os endereços estavam em Campinas, em Cajamar, em Rio Grande da Serra e na Zona Leste da capital.

Como o golpe funcionava

Os anúncios ofereciam carros e outros bens de valor alto por preço abaixo do praticado no mercado, em endereços de internet parecidos com os das casas de leilão de verdade, de acordo com a investigação. Quem demonstrava interesse era levado a pagar por transferência ou Pix, para contas ligadas ao grupo. A fraude só aparecia depois: o bem não chegava, e o site saía do ar.

A polícia já contabiliza 18 vítimas e 13 endereços de internet usados pelo grupo, com leilões simulados em oito estados — além de São Paulo e do Ceará, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Bahia. Segundo a Polícia Civil, o dinheiro que passou pelo esquema soma mais de R$ 2,6 milhões.

O que a apuração procura agora

Nas casas visitadas, os policiais recolheram celulares, computadores, documentos e outros equipamentos eletrônicos, que serão examinados para chegar a mais vítimas, localizar integrantes ainda não alcançados e seguir o caminho do dinheiro. A apuração tenta separar os papéis dentro do grupo: quem montava as plataformas falsas, quem abordava os interessados e quem cuidava dos valores recebidos. As ocorrências ficam registradas com a Polícia Civil do Ceará, que segue no caso.

Segundo o Guarulhos Web, o delegado Tom Blumer, que coordenou as diligências em São Paulo, afirmou que a cooperação entre as polícias dos estados é o que permite alcançar grupos criminosos que espalham a atuação por regiões diferentes do país.

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