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Justiça Eleitoral manda Salles tirar do ar vídeos contra André do Prado e fixa multa

Para o TRE-SP, o candidato do Novo ao Senado espalhou informações falsas sobre o rival do PL ao falar em investigação por desvio de merenda e em ex-assessor condenado; a multa é de R$ 5 mil.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Equilíbrio elegante entre tecnologia e balança da justiça em uma mesa de escritório.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: KATRIN BOLOVTSOVA via Pexels

Duas acusações feitas por Ricardo Salles (Novo) contra André do Prado (PL), seu adversário na corrida por uma vaga de São Paulo no Senado, foram consideradas falsas pela Justiça Eleitoral. Na terça-feira (15), o Tribunal Regional Eleitoral paulista ordenou a remoção dos vídeos com as declarações e multou Salles em R$ 5 mil, segundo o g1.

Quem assinou a decisão foi o juiz Ronnie Herbert Barros Soares. As falas analisadas saíram de uma entrevista de Salles ao programa Metrópoles Entrevista, levada ao ar em 1º de setembro.

Merenda e Gaeco

A primeira acusação dizia que Prado e o suplente respondiam a investigação por desvio na merenda escolar, ligada pelo candidato do Novo a uma apuração do Gaeco, braço do Ministério Público contra o crime organizado. Conforme o relato do g1 sobre a decisão, o processo mostrava outra coisa: o Tribunal de Contas do Estado havia questionado, na esfera administrativa, contratos de transporte de alunos e de aquisição de gêneros alimentícios firmados pela Prefeitura de Guararema na gestão de Prado.

O juiz não localizou inquérito, investigação do Gaeco ou ação penal contra o candidato do PL por desvio de merenda. Na avaliação dele, dar a esse questionamento o rótulo de caso de crime organizado "configura falsificação do núcleo essencial da informação".

O caso do ex-assessor

A outra fala envolvia José Renato da Silva, condenado por estupro de vulnerável, que foi assessor de Prado na Assembleia Legislativa. Salles disse que o adversário tolerou os crimes, ciente deles, por 13 anos, e que arranjou um emprego para a filha do ex-assessor na Prefeitura de Suzano como forma de silenciá-la.

Para rebater, a decisão recorreu às fichas funcionais da Alesp. Nelas, o vínculo de José Renato com a Casa vai de dezembro de 2013 a abril de 2022, e a acusação formal do Ministério Público contra o ex-assessor só surgiu em novembro de 2022, depois que ele já tinha saído.

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