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Haddad promete não privatizar ramais de metrô e criar bilhete metropolitano

Em entrevista à TV Record, o candidato do PT ao governo paulista disse que manterá estatais os trilhos construídos pelo Estado e quer integrar tarifas entre a capital, Santos e Campinas.

Por Hub News

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Quem pega dois ou três conduções para chegar ao trabalho na Grande São Paulo é o público a que Fernando Haddad (PT) dirigiu as duas promessas de transporte que apresentou na segunda-feira (21), em entrevista à TV Record: nenhuma linha nova de trilhos entregue à iniciativa privada, e uma tarifa integrada entre municípios.

Sobre o primeiro ponto, o candidato ao governo de São Paulo afirmou que não pretende conceder os ramais de metrô e de trem que o Estado vier a construir, nem os que hoje continuam sob operação pública.

"Eu não vou privatizar as linhas do metrô, e nem as novas, e nem as que não foram privatizadas, porque isso não está dando certo para o usuário", disse ele à emissora, em declaração reproduzida pelo site Metrô CPTM.

Haddad acrescentou que quer rever contratos assinados na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre eles concessões envolvendo a CPTM, mas não disse quais trechos pretende renegociar. Também prometeu apressar obras de estações em construção — algumas delas necessárias para abrir linhas novas —, sem citar quais teriam prioridade nem que prazos passariam a valer.

Tarifa integrada entre cidades

A segunda proposta é um bilhete único metropolitano, que juntaria numa só tarifa as viagens que hoje cruzam mais de um município. Haddad afirmou que o modelo não ficaria restrito à capital e citou Santos e Campinas como destinos da integração.

"Eu não concebo uma pessoa que mora numa cidade e precisa se deslocar porque tem emprego e obrigar a pagar duas, três passagens", declarou.

Ficaram sem resposta na entrevista o custo do programa, quanto caberia ao Estado e quanto aos municípios, e de que forma seriam compensadas as empresas públicas e as concessionárias que operam cada sistema hoje. O bilhete pode alcançar ônibus municipais e metropolitanos, além de metrô e trens.

O Metrô CPTM, que leu o programa de governo do petista em agosto, registra que o documento promete ampliar a rede sobre trilhos na região metropolitana, avançar na integração entre modais e reforçar as agências que fiscalizam as concessões — sem apontar linhas prioritárias, valor de investimento ou cronograma.

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