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Saúde São Paulo

Análogos da cetamina aparecem em saliva de frequentadores de festas paulistas

Centro toxicológico da Unicamp identificou DCK e 2-FDCK em quatro amostras, registro inédito no mundo, e parte dos usuários acreditava ter consumido apenas MDMA, a chamada bala.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Imagem detalhada de equipamentos de laboratório com filas de tubos de ensaio prontos para análise.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pavel Danilyuk via Pexels

Quem foi a festas em território paulista e achou que tomava apenas MDMA pode ter consumido outra coisa. Pesquisadores do Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) da Unicamp encontraram, em amostras de saliva de frequentadores, duas drogas sintéticas aparentadas da cetamina: a desclorocetamina (DCK) e a 2-fluorodesclorocetamina (2-FDCK). Nunca antes essas substâncias tinham sido detectadas nesse tipo de material em nenhum lugar do mundo, conforme noticiou o G1 Campinas e Região.

O resultado entrou no último boletim do SAR, o mecanismo do governo federal que avisa sobre novas drogas em circulação. A saliva, ou fluido oral, revela consumo recente. Os compostos apareceram em quatro das amostras analisadas, e parte dos usuários não sabia que os tinha ingerido. Em dois desses casos, os participantes relataram ter usado só "bala" ou "MD", apelidos populares do MDMA, mas os exames acusaram cetamina e seus análogos.

Feitas para driblar a fiscalização

A cetamina é um anestésico empregado em pessoas e em animais. Ao G1 Campinas e Região, a pesquisadora Náthaly Bueno, do CIATox, explicou que moléculas como a DCK e a 2-FDCK são sintetizadas para escapar das listas de substâncias controladas. No caso da 2-FDCK, já existem relatos em outros países de intoxicações graves, internações e mortes ligadas ao uso.

O monitoramento é fruto de uma parceria entre o CIATox e a Polícia Científica de São Paulo, que busca acompanhar o surgimento de novas drogas nas cidades paulistas.

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