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Chuva no estado de SP: governo amplia ajuda e retira 173 pessoas de casa em Eldorado

Gabinete de Crise acompanha os temporais desde sexta (11); previsão indica até 150 mm no litoral até segunda (14), e mais de 2 mil itens de ajuda seguem para as cidades atingidas.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Nuvens de tempestade dramáticas pairam sobre arranha-céus da cidade, criando um contraste de paisagem urbana sombria.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Jonathan Borba / Pexels

A Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém o alerta para chuva persistente em várias regiões paulistas até segunda-feira (14). Os volumes mais altos são esperados na Baixada Santista e no Litoral Norte, onde o acumulado pode chegar perto de 150 milímetros. Na Grande São Paulo, no Vale do Ribeira e nas regiões de Itapeva e Registro, a previsão é de até 100 mm. No interior, a estimativa fica em torno de 75 mm em áreas como Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas e Sorocaba. Segundo o governo estadual, a umidade chega de frentes vindas da Amazônia e do oceano Atlântico.

O mau tempo começou na sexta-feira (11) e levou o governo a instalar um Gabinete de Crise no Palácio dos Bandeirantes, enquanto a Defesa Civil coordena o atendimento a partir do Centro de Gerenciamento de Emergências. Entre a meia-noite de sábado e as 7h30 de domingo, o órgão disparou 21 avisos por SMS e 4 por Cell Broadcast, que faz o alerta tocar no celular. Aos municípios do litoral, a orientação foi redobrar a atenção e, se possível, suspender atividades no mar por causa do vento e da agitação marítima.

Vale do Ribeira concentra a situação mais delicada

Em Eldorado, o rio Ribeira de Iguape subiu cerca de 9 metros. Na área urbana, 54 famílias, somando 173 pessoas, deixaram suas casas de forma preventiva, de acordo com o boletim do governo deste domingo (13). A cidade recebeu colchões e cestas básicas, e a Defesa Civil levou uma balsa inflável para atender moradores de um trecho que ficou isolado. Em Sete Barras, a cheia do mesmo rio alagou ruas e propriedades rurais e atingiu 50 moradias.

Sete Barras está entre as sete cidades que recebem o reforço de mais de 2 mil itens, entre colchões, cestas e kits de limpeza, enviados pela Defesa Civil e pelo Fundo Social. As outras são Ibiúna, Juquitiba e Piedade, além de Sumaré e Monte Mor, perto de Campinas, e Avaré. Técnicos do órgão estadual foram deslocados para Eldorado, Cotia e Sumaré.

Deslizamentos e quedas de muro

Itapecerica da Serra teve 95 casas com alagamentos temporários, oito árvores caídas e nove pontos de deslizamento em vias. Em Itu, um muro de arrimo caiu sobre duas residências, e houve deslizamentos de terra e rochas. Vargem Grande Paulista e Mogi das Cruzes também registraram deslizamentos; em Mogi, rios e córregos transbordaram em alguns bairros. Nesses municípios, a Defesa Civil não contabilizou feridos.

No balanço da manhã de sábado (12), o órgão somava 25 ocorrências no estado, com 23 desabrigados e 66 desalojados. O caso mais grave foi o desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste da capital, que deixou vítimas; a Defesa Civil apura se há relação com a chuva. A rajada de vento mais forte foi medida em Piraju, a 92,6 km/h, e em 48 horas o Cemaden registrou 151 mm em Cotia, 149 mm em Santo André e 147 mm em Itapecerica da Serra.

Nos rios Tietê e Pinheiros, a SP Águas informou no sábado à tarde que a tendência era de baixa: dos 20 pontos monitorados, quatro ainda extravasavam. O rio Piracicaba seguia em cota de emergência.

O que fazer durante o temporal

  • Não atravessar ruas alagadas nem trechos com correnteza;
  • Ficar longe de árvores, postes, placas e estruturas metálicas;
  • Com granizo, permanecer em local coberto e afastado das janelas;
  • Acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil enquanto durar o período de chuva.

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