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Saúde Santa Catarina

Homem de 28 anos morre de hantavirose em Itajaí, a 2ª morte do ano em SC

A vigilância epidemiológica do estado confirmou nesta quarta-feira que o jovem, sem doenças prévias, teve contato com urina de rato; a cidade não registrava a zoonose desde 2007.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: A detailed view of a small rodent munching on a leaf in a natural outdoor setting.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Dmytro Koplyk via Pexels

Um homem de 28 anos morreu de hantavirose em Itajaí, no Litoral Norte catarinense. A confirmação veio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) nesta quarta-feira (23) — a morte havia ocorrido no dia 15 de setembro, e a causa estava sem explicação até o resultado do exame.

O material foi analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública. Segundo a Dive, o paciente teve contato com urina de rato. A prefeitura informou que ele não tinha outras doenças.

É a segunda morte pela zoonose em Santa Catarina neste ano; a anterior foi em Rio do Campo, no Vale do Itajaí. Em Itajaí, conforme o NSC Total, não havia registro da doença desde 2007. O estado convive com casos desde 1999.

Como a doença chega às pessoas

A hantavirose é uma infecção grave provocada por vírus do gênero Hantavirus, que pode matar em até 72 horas. Quem carrega o vírus são roedores silvestres, e ele sai na urina, nas fezes e na saliva desses animais. O caminho mais frequente até a pessoa é a respiração: basta aspirar a poeira de um ambiente contaminado.

Por isso a doença aparece sobretudo no campo, explica a Dive. Estão mais expostos agricultores, pescadores e quem trabalha em reflorestamento, além de quem passa o dia em paiol, galpão ou armazém fechado e mal ventilado.

Sintomas e prevenção

O quadro começa com febre, dor de cabeça e dor no corpo, e costuma vir acompanhado de náusea, vômito e diarreia. Também podem aparecer tosse seca, dor abdominal ou no peito, suor e vertigem. A evolução preocupante é a falta de ar intensa.

Prevenir, segundo o Ministério da Saúde, é manter o roedor longe de casa: guardar a comida em vasilhames fechados que o bicho não consiga abrir, dar destino correto ao entulho acumulado no quintal e roçar o mato em volta da residência.

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