Governo de SC busca dados da indústria para o plano de transição energética
A Secretaria do Meio Ambiente terá acesso a levantamentos da Fiesc e do Senai para montar o plano estadual que avalia os efeitos da troca da matriz sobre o Sul catarinense.
O plano que vai orientar a troca da matriz energética catarinense passará a se apoiar em dados da indústria. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) assinou um acordo de cooperação com a Fiesc, segundo o Correio SC, e terá acesso aos levantamentos do Observatório Econômico e do Observatório Social da federação, além do conhecimento produzido pelo Senai.
O material vai alimentar o plano estadual de transição energética justa, o PTEJ-SC, que a secretaria monta ao lado da Fundação Getulio Vargas. Os estudos tratam de atividade econômica, mercado de trabalho e do que a mudança pode provocar em cada região catarinense. A ideia de transição justa inclui esses impactos econômicos e sociais, e não apenas a substituição das fontes de energia.
O Sul do estado no diagnóstico
A elaboração do plano prevê entrevistas, sessões de escuta e encontros com quem pode sentir o efeito da mudança. Entre esses grupos estão representantes e trabalhadores da cadeia do carvão no Sul catarinense, já ouvidos pela secretaria e pela FGV. Os números da federação das indústrias devem ampliar esse diagnóstico e ajudar a montar cenários por região.
A cooperação também abrange projetos do Senai. Um deles é o Atlas de Bioenergia de Santa Catarina, contemplado em edital da Fapesc, que vai mapear quanto cada fonte de bioenergia pode render no estado. Outra frente prevê um painel estratégico e um estudo técnico e econômico sobre a cadeia do biogás e do biometano, com a indicação das regiões onde há espaço para novos projetos.
Segundo o Correio SC, Mariane Murakami, que dirige a área de clima e transição energética na Semae, afirmou que o acordo amplia a participação da federação e do Senai justamente nesses dois temas — a bioenergia e a cadeia do biogás. Já o secretário Guilherme Dallacosta disse que a parceria prevê apoio técnico, troca de dados de interesse comum e o "acompanhamento, monitoramento e divulgação dos resultados".
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