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Defesa Civil de SC reforça monitoramento com El Niño mais forte na primavera

A chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte até dezembro subiu para 95%, segundo a NOAA; o órgão catarinense pede que a população acompanhe os boletins diários e os alertas oficiais.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Nuvens de tempestade dramáticas pairam sobre arranha-céus da cidade, criando um contraste de paisagem urbana sombria.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jonathan Borba via Pexels

A primavera começou na terça-feira (22) em Santa Catarina com previsão de mais chuva, de temporais e de rajadas de vento até o fim do ano. O que muda o tamanho do risco nesta estação é o El Niño, que se fortaleceu durante o inverno e chega agora à fase mais intensa. O cruzamento entre o padrão típico da estação e um El Niño de força incomum amplia o potencial de eventos severos no estado, segundo a NSC Total.

A NOAA, agência americana que acompanha o fenômeno, elevou para 95% a probabilidade de ele atingir a categoria muito forte entre setembro e dezembro. Há ainda 75% de chance de o episódio entrar para a lista dos mais intensos desde 1950. Diante do cenário, a Defesa Civil de Santa Catarina reforçou o monitoramento das condições do tempo no estado.

A régua é a temperatura do Pacífico: anomalias a partir de 1,5 °C já colocam o El Niño na faixa forte, e acima de 2 °C, na muito forte. Na área acompanhada pela agência, a Niño 3.4, a média de agosto ficou em 1,8 °C, mesmo patamar registrado no boletim de 7 de setembro.

Segundo o Jornal Conexão, Caio Guerra, que acompanha a meteorologia na Defesa Civil do estado, explicou que a classificação não sai de um dia nem de uma semana de medição: pesam a média mensal das anomalias, o tempo que o aquecimento se sustenta e o comportamento da atmosfera, dos ventos à distribuição das chuvas.

O sinal já tinha aparecido no inverno, quando chove menos no estado. A Grande Florianópolis fechou agosto com volume acima do normal e superou a média histórica do mês, que fica entre 160 e 200 milímetros. Com a primavera e o verão, estações mais chuvosas, crescem as condições para deslizamento, vendaval, alagamento e temporal.

El Niño forte não garante desastre

A própria Defesa Civil separa uma coisa da outra. Frederico de Moraes Rudorff, que chefia o monitoramento e os alertas no órgão, lembrou que as enchentes de 2023 no Vale do Itajaí e as de 2024 no Rio Grande do Sul ocorreram com o fenômeno em nível apenas moderado. Já o ciclone-bomba de 2020 e os desastres catarinenses de 2008 aconteceram sob La Niña, o padrão oposto. Na avaliação dele, um El Niño mais forte tende a fazer chover com mais frequência, mas o evento extremo depende do encontro de condições da atmosfera e do oceano.

Como receber os alertas

A orientação do órgão é acompanhar todo dia a previsão, os boletins e os avisos oficiais, sobretudo nos dias de risco — chuva intensa, granizo, vento forte ou temporal. Quem manda o CEP para o número 40199 recebe os alertas por SMS, e o contato de WhatsApp é o (61) 2034-4611. O estado ainda dispara mensagens direto para os celulares que estão em área de risco, pelo sistema Defesa Civil Alerta. Em emergência, o telefone é o 199.

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