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Meio ambiente Santa Catarina

Ressaca com ondas de até 3 metros coloca litoral catarinense em alerta

O aviso da Defesa Civil estadual vale até as 18h de quinta-feira (24) e prevê rajadas de até 70 km/h, dois dias depois de o mar subir de repente e alagar trechos de três cidades do Sul.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: dimitrisvetsikas1969 via Pixabay

A Defesa Civil de Santa Catarina mantém toda a costa do estado sob aviso de ressaca, com o risco classificado como moderado. O alerta saiu na tarde de terça-feira (22) e vale até as 18h de quinta-feira (24).

Pela previsão do órgão, as ondas alcançam de 2 a 3 metros junto à costa entre terça e quinta, com picos maiores em alto-mar. O vento sopra de sudoeste a sul, e as rajadas podem chegar aos 70 km/h. O trecho mais exposto vai de Passo de Torres até a Grande Florianópolis, onde a condição é desfavorável a embarcações de pequeno e médio porte. Na quinta, entre Laguna e Paranaguá, a Defesa Civil ainda prevê ondulação de sudeste com picos de 2 a 2,5 metros.

O que a Defesa Civil recomenda

A orientação enquanto o aviso estiver valendo é ficar fora da água: nada de banho de mar, pesca, navegação ou esporte náutico. Onde a arrebentação alcançar as ciclovias e os calçadões da orla, o órgão pede que ninguém caminhe nem pedale por ali.

O tsunami meteorológico de segunda

O alerta veio um dia depois de o mar subir de repente no Sul catarinense. Por volta das 6h de segunda-feira (21), a elevação repentina alagou trechos de Jaguaruna, Laguna e Imbituba — em Laguna, o ponto atingido foi a Praia do Cardoso. A água avançou sobre a areia, estourou a porta de vidro de um restaurante, arrastou mobiliário e levou uma embarcação e redes de pesca.

Equipes das defesas civis dos três municípios percorreram as áreas atingidas e encontraram ruas cobertas de água e areia, estragos em construções e barcos deslocados. Não houve registro de vítimas.

A Defesa Civil estadual confirmou tratar-se de um tsunami meteorológico depois de cruzar radares, imagens de satélite e os marégrafos de Imbituba e de Laguna, que flagraram a subida — câmeras de segurança da orla também a registraram. Os meteorologistas do órgão identificaram uma linha de instabilidade sobre o mar, no Sul do estado, que produziu rajadas de vento sul entre 60 e 90 km/h.

Ao NSC Total, o meteorologista Caio Guerra, da Defesa Civil, explicou que o fenômeno nasce de mudanças bruscas na pressão atmosférica somadas a ventos fortes — origem diferente da do tsunami causado por terremoto. O registro anterior na mesma praia havia sido em 2023. Para os próximos dias, segundo o órgão, não há indicação de repetição: a massa de ar frio e seco que avança sobre o estado desfaz as condições que formaram aquela linha de instabilidade.

O frio que chega junto

A mesma massa de ar derruba as temperaturas. Nesta quarta-feira (23), as mínimas no Planalto Sul ficam entre 0 °C e 4 °C, com possibilidade de geada isolada ao amanhecer, e entre 5 °C e 10 °C no restante de Santa Catarina. Na quinta, o amanhecer segue frio — de 1 °C a 4 °C no Planalto Sul — antes de as máximas subirem para algo entre 20 °C e 26 °C.

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