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Economia Rio Grande do Sul

Vendas da indústria gaúcha ao exterior sobem 19% em agosto, puxadas pela Europa

Levantamento da Fiergs mostra US$ 1,5 bilhão exportado no mês; embarques para a União Europeia mais que dobraram, enquanto China, Estados Unidos e Argentina compraram menos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um grande navio de carga carregado com contêineres, atracado em um porto marítimo com guindastes.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Edu Raw via Pexels

A indústria do Rio Grande do Sul faturou US$ 1,5 bilhão com vendas ao exterior em agosto, 19% a mais do que no mesmo mês de 2025. O levantamento é da Fiergs, a federação que reúne as indústrias gaúchas, e saiu nesta quarta (16). A entidade atribui o resultado a dois movimentos combinados: o volume médio embarcado subiu 9% e os preços, 5,2%.

A alta apareceu em 16 dos 23 segmentos acompanhados. Alimentos lideraram, com avanço de quase 32% e 10,2 pontos percentuais de contribuição no resultado geral. Tabaco veio em seguida, crescendo 35,3% e somando 5 pontos, e veículos automotores cresceram 15,1%, com 1 ponto de peso.

Europa compensa perdas em outros mercados

O principal motor do mês foi a União Europeia. As compras do bloco aumentaram 136,2% em relação a agosto do ano passado, chegaram a 19,5% de tudo o que a indústria gaúcha exportou e adicionaram 13,4 pontos ao resultado — com o tabaco em destaque, perto de 190% de alta. O Oriente Médio também ampliou as encomendas, em 56,2%, sobretudo de alimentos, que mais que dobraram (114%).

Na direção oposta, a China reduziu as compras em 34,2% e tirou 2,3 pontos do total. Os alimentos caíram 60% nesse destino, e não houve nenhum embarque de carne bovina congelada no mês. Para os Estados Unidos, as vendas ficaram em US$ 126 milhões, recuo de quase 2%, puxado pelo tabaco, que despencou cerca de 57%. A Argentina comprou 2,1% menos, com queda de 32,2% em máquinas e equipamentos e retração também em peças para tratores agrícolas.

Segundo a Rádio Pampa, o presidente da Fiergs, Claudio Bier, considerou o número positivo, mas pediu cautela: para ele, um crescimento duradouro das exportações depende de os Estados Unidos retirarem por completo as tarifas sobre produtos brasileiros e de um ambiente melhor para investir, com juros mais baixos.

Importações recuam

As compras do estado no exterior seguiram o caminho inverso: somaram US$ 1,1 bilhão em agosto, 18% abaixo do registrado um ano antes. A maior queda foi em combustíveis e lubrificantes, superior a 71%. Bens intermediários recuaram 5%, e bens de consumo, mais de 16%. O informe completo está disponível no site da Fiergs.

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