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RGE ainda tem 4,7 mil clientes sem energia e enfrenta protestos no RS

Dois dias depois do vendaval, Canoas e os vales do Sinos e do Taquari concentram as casas no escuro; Novo Hamburgo acionou o Ministério Público e moradores queimaram pneus em rodovia.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Poste e torre de energia elétrica contra o céu azul
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: psychomieze via Pixabay

Moradores de Novo Hamburgo bloquearam a RS-122 na manhã de quarta-feira (23) e a rodovia acumulou congestionamento quilométrico. O motivo é a energia que não voltou depois do temporal da madrugada de segunda-feira (21).

Foi um de vários atos na cidade. A terça-feira (22) terminou com manifestações na Vila das Flores e no bairro Operário; na quarta houve protesto também no bairro Ideal. O mais tenso foi o da Avenida Antônio Roberto Kroeff, onde manifestantes queimaram pneus e madeira e a Brigada Militar montou contingência. Parte dessas ruas já havia passado até três dias às escuras na tempestade de agosto.

A espera já dura mais de 48 horas. A RGE contabilizava, nesta quarta-feira, mais de 4,7 mil clientes ainda sem fornecimento no estado, e a distribuidora aponta Canoas e os vales do Sinos e do Taquari como o foco do problema. Em São Leopoldo, o painel de interrupções da companhia marcava 301 casas desligadas às 16h20. Com a geladeira parada, moradores relatam perda de alimentos, dificuldade para tocar tarefas básicas e apreensão com quem tem necessidades especiais.

Município aciona o Ministério Público

A prefeitura levou a distribuidora ao Ministério Público, em representação protocolada pela Procuradoria-Geral do Município, num momento em que as reclamações contra a empresa se acumulam. Procurada pelo Diário de Canoas, a RGE respondeu que segue à disposição e mantém "diálogo direto e transparente" com o poder público.

No Procon municipal, as queixas seguem duas frentes. Uma é a demora para religar os pontos onde caíram postes. A outra são faturas fora do comum — há relato de uma conta que girava em torno de R$ 200 e veio acima de R$ 1 mil. Consumidores nessa situação ficaram sem luz por falta de pagamento e, mesmo quitando a fatura contestada, esperaram além das 24 horas que a lei dá para religar.

Santuário sem luz há 60 horas

Um dos endereços ainda desligados é o Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo, onde está o túmulo do padre Reus. O vendaval derrubou árvores no pátio e arrancou telhas, e o local soma mais de 60 horas sem eletricidade — tempo em que celebrações foram canceladas. Ao Diário de Canoas, o reitor, padre Paulo Finkler, lamentou que "um dos maiores pontos turísticos" do estado continue no escuro. Equipes trabalhavam nas ruas do entorno na quarta-feira.

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