MPRS prende assessor de segurança do Gaeco suspeito de lavar dinheiro com bens de luxo
Policial penal cedido ao Ministério Público gaúcho foi detido preventivamente na segunda-feira (14); nove mandados de busca foram cumpridos, inclusive na sede do próprio Gaeco, na Capital.
O Ministério Público gaúcho colocou atrás das grades, na segunda-feira (14), um servidor que cuidava da segurança da própria casa. O preso é um policial penal emprestado ao MPRS e lotado no Gaeco, a unidade do órgão dedicada a investigar facções e esquemas de corrupção. A suspeita contra ele é de lavagem de dinheiro.
Quem revelou a identidade foi o g1: trata-se de Cassiano Uflacker Lutz de Castro. Pelo Portal da Transparência do Ministério Público, consultado pela reportagem, ele ocupava a função de assessor de segurança institucional desde dezembro de 2023.
Mandado cumprido na sede do grupo
A ação teve nove mandados de busca e apreensão, em endereços ligados ao investigado em Porto Alegre, Cachoeirinha e Venâncio Aires. Um dos alvos foi o prédio do Gaeco, na Rua Santana, na Capital. Dali os agentes levaram um computador, que vai passar por perícia.
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De acordo com fontes ouvidas pelo g1, o dinheiro de origem suspeita teria sido convertido em carros de luxo e em veículos aquáticos.
Em nota reproduzida pelo g1, o MPRS confirmou a prisão preventiva, atribuiu a operação à Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com apoio do Gaeco, e disse apenas que o inquérito envolve diversos delitos e continua em sigilo.
O policial foi recolhido à Penitenciária Estadual de Canoas. Ainda segundo o g1, a Polícia Penal, instituição de origem do servidor, afirmou que tanto a investigação quanto a prisão foram conduzidas pelo Ministério Público. Até a publicação da reportagem, o g1 não havia conseguido contato com a defesa.
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