Pular para o conteúdo
Hub News
Obras e infraestrutura Rio Grande do Sul

Malha ferroviária gaúcha opera com 921 km, menos da metade do que tinha em 2016

Em dez anos, o trecho em operação caiu de 1.952 para 921 quilômetros, e o estado não tem mais nenhuma composição de carga saindo rumo ao Sudeste, segundo a G1 Caxias do Sul.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Um trem de carga atravessa uma ponte de metal sob céus nublados, destacando o transporte industrial.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: kall via Pexels

O Rio Grande do Sul chegou a 2026 com 921 quilômetros de ferrovia em operação — pouco menos da metade dos 1.952 quilômetros que estavam em uso em 2016. Os dados são do setor ferroviário e foram divulgados pela G1 Caxias do Sul, que mostrou como a enchente de 2024 acelerou um encolhimento já em curso: às vésperas do desastre, ainda havia 1.680 quilômetros rodando.

Hoje o estado está praticamente desligado do restante do país sobre trilhos. Nenhum trem de carga sai do território gaúcho em direção ao Sudeste, principal mercado consumidor da indústria local. Entre os poucos percursos que resistem está o que sai de Cruz Alta e termina no Porto de Rio Grande, usado no escoamento da safra de grãos.

Locomotivas paradas em Canoas

Em Canoas, na Região Metropolitana da capital, um conjunto de locomotivas está estacionado ao relento há mais de dois anos. As máquinas levavam combustível ao Polo Petroquímico e fertilizantes a outras regiões antes de a enchente romper trechos da malha e interromper as conexões.

Fiergs vê risco com a reforma tributária

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, a falta de trilhos vira problema competitivo quando a reforma tributária estiver valendo por inteiro. Em entrevista à G1 Caxias do Sul, o vice-presidente da entidade, Ricardo Portella, afirmou que o principal mercado gaúcho está no Sudeste e questionou como o estado vai competir em 2033 e 2034 sem logística para levar a produção até lá.

Consultoria vai desenhar alternativas

A discussão ganhou corpo depois que o governo federal apresentou um novo desenho de concessão ferroviária, recebido com críticas pelos três estados do Sul. A reação veio do Codesul, o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul, ao lado do BRDE — Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Os dois lançaram licitação para contratar uma consultoria técnica.

O trabalho deve produzir um diagnóstico da Malha Sul e apresentar caminhos para reconstruir e ampliar a rede. Pelo cronograma informado, o contrato é assinado até o fim de setembro, e a consultoria tem dez meses para entregar o resultado.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Fonte oficial

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.