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Política Rio Grande do Sul

Fila da saúde domina debate entre candidatos ao governo gaúcho na TV Pampa

Gabriel Souza credita ao SUS Gaúcho a saída de 110 mil pessoas das filas; Juliana Brizola contesta a conta e diz que mais de 850 mil gaúchos ainda esperam por atendimento.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma sala de conferências vazia, com pódio e fileiras de cadeiras, pronta para um evento.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Nacho Gomez via Pexels

Juliana Brizola (PDT), Gabriel Souza (MDB), Marcelo Maranata (PSDB) e Luciano Zucco (PL), os quatro candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, se encontraram na quinta-feira (24) num debate da TV Pampa, em Porto Alegre. Passaram por educação, segurança, energia, infraestrutura, desenvolvimento econômico e a reconstrução depois das enchentes — mas a troca mais direta foi sobre a fila da saúde.

Segundo o portal O Sul, Gabriel Souza creditou ao SUS Gaúcho, acordo fechado no fim do ano passado, ter tirado das filas 110 mil pessoas em menos de um ano. Juliana Brizola contestou a conta e afirmou que ainda há mais de 850 mil pessoas na espera, por dados que ela citou no debate. A candidata também quis saber de onde sai o dinheiro do SUS Gaúcho.

Souza acrescentou que a tabela do SUS está defasada e que o Estado devia R$ 1 bilhão a hospitais, pagamento que, segundo ele, passou a sair em dia. Brizola defendeu ampliar as políticas voltadas aos idosos e disse que os 50 Centros-Dia hoje em funcionamento não bastam.

Segurança e educação

Na segurança, Souza defendeu manter o RS Seguro, programa iniciado na gestão de Eduardo Leite, ajustando o que avalia que precisa melhorar. Citou a abertura de 12 mil vagas em presídios, entre unidades prontas e em conclusão, e disse que quer mais diálogo com os servidores do setor.

Zucco prometeu tolerância zero e foco no combate às facções, além de separar os presos por grau de periculosidade. Na máquina pública, propôs reorganizar a administração estadual e reduzir o número de secretarias. Na educação, apresentou um pacto pela alfabetização e outro com os professores, defendeu ampliar as escolas cívico-militares e criticou a aprovação de alunos que seguem com dificuldade em disciplinas.

As enchentes e o dinheiro parado

Brizola cobrou o ritmo das obras estruturantes do atual governo e afirmou que há mais de dois anos o Estado tem R$ 6 bilhões disponíveis, com parte dos recursos empregada só agora em ações ligadas às enchentes. Ela também defendeu investimento em energias renováveis.

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