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Agropecuária Rio Grande do Sul

Excesso de chuva deve apertar o plantio da safra 2026/27 no RS

Boletim do conselho estadual de agrometeorologia projeta até 200 milímetros a mais que a média histórica entre outubro e dezembro, com menos dias livres para as máquinas entrarem na lavoura.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Plantadeira de soja acoplada a trator em lavoura
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: kingimaging via Pixabay

A safra 2026/27 começa no Rio Grande do Sul com um problema pouco comum: chuva demais na hora de semear. O prognóstico do Copaaergs, conselho de agrometeorologia ligado ao governo do Estado, indica que outubro, novembro e dezembro terão poucos dias bons para o trator entrar na lavoura.

O trimestre pode fechar com até 200 milímetros acima da média histórica em território gaúcho, segundo o conselho. As pancadas tendem a ser frequentes e, em parte dos episódios, fortes, com risco de temporal, rajada de vento e granizo. O Norte e o Oeste do Estado aparecem como as áreas de maior atenção. Por trás do quadro está o El Niño.

Para a soja e o milho de primeira safra, o risco está na semeadura interrompida. Com menos janelas de trabalho, as plantas nascem de forma desigual e a lavoura pode ficar com menos pés por área — o que derruba o potencial de produção, aponta o levantamento divulgado pelo Agora RS.

Arroz depende da drenagem

Nas lavouras de arroz irrigado, o quadro mais delicado é o das áreas que escoam mal a água. Solo encharcado logo depois da semeadura prejudica a emergência e o pegamento inicial das plantas. A recomendação é reforçar a drenagem antes do plantio, deixando vertedouros, bueiros e drenos desobstruídos, e fugir dos trechos que já alagaram em outros anos.

O que dá para fazer agora

Para as culturas de primavera e verão, a orientação é apressar o preparo do solo e a implantação, de modo a aproveitar cada intervalo seco para semear e para aplicar produtos. O conselho sugere ainda escalonar o plantio, misturar cultivares de ciclos diferentes e vigiar as doenças, que se espalham mais com umidade alta.

Há um lado favorável no mesmo cenário: bem distribuída e com solo em condição, a chuva frequente ajuda o desenvolvimento das culturas de verão e das pastagens.

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