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Meio ambiente Rio Grande do Sul

Chuva acima da média e risco de temporais marcam a primavera gaúcha

A estação, iniciada na terça-feira (22), pode render até 200 milímetros a mais do que a média histórica no estado, com maior chance de tempestades no norte e no noroeste.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma cena dramática de nuvens tempestuosas com um céu contrastante
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Wallace Silva via Pexels

A primavera que começou na terça-feira (22) tende a ser mais chuvosa do que o normal no Rio Grande do Sul. O prognóstico para a estação, que vai até 21 de dezembro, aponta volumes acima da média nos três estados do Sul — e os maiores desvios devem ficar em território gaúcho e catarinense, onde o acumulado do trimestre pode passar em até 200 milímetros o padrão histórico.

A projeção está numa nota técnica assinada em conjunto pelo Inmet, pelo CPTEC/Inpe e pela Funceme, citada por O Sul. Pelo documento, a primavera é a estação de transição entre o período seco e o chuvoso na porção central do país.

Dentro do estado o cenário não é uniforme. O norte e o noroeste aparecem entre as áreas com maior probabilidade de chuva acima do padrão. A avaliação da Climatempo é de que a instabilidade se concentre primeiro no Paraná e vá avançando, ao longo da estação, em direção ao território gaúcho.

Por que sobe o risco de temporal

Mais umidade disponível significa mais chance de tempo severo. O prognóstico cita os CCMs, aglomerados de nuvens que se formam sobretudo de madrugada e conseguem despejar chuva forte em pouco tempo, além de produzir rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo. A chegada de frentes frias sobre esse ar úmido também favorece a formação de temporais.

No termômetro, a expectativa para o Rio Grande do Sul é de marcas perto do padrão histórico, com possibilidade de valores abaixo do normal na metade sul. Nos vizinhos a previsão é de calor: o leste do Paraná é onde a temperatura deve ficar mais acima da média.

O pano de fundo de tudo isso é o El Niño — o aquecimento anormal do Pacífico na faixa equatorial, que muda a circulação da atmosfera e redistribui chuva e calor. Para o trimestre que vai de outubro a dezembro, a NOAA, agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos, estima em mais de 95% a probabilidade de o fenômeno se manifestar em intensidade muito forte.

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